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Qualcomm revela novos chips e acelera corrida por serviços 5G

Ian King

05/12/2018 15h03

(Bloomberg) -- A Qualcomm revelou novos chips que, segundo a empresa, serão utilizados por boa parte dos primeiros telefones capazes de se conectar aos novos serviços 5G no ano que vem.

O Snapdragon 855 inclui processador e modem para se conectar a redes sem fio. Trata-se da versão mais recente do principal produto da Qualcomm, presente na maior parte dos smartphones vendidos na última década.

"Nos próximos meses, as pessoas poderão comprar os principais smartphones com 5G", disse o presidente da Qualcomm, Cristiano Amon, em evento da empresa em Maui, no Havaí. "Essa transição é maior do que as que tivemos com o 3G e o 4G. Muito maior."

Para a fabricante de chips, os novos serviços chegam em boa hora. As receitas e os lucros da Qualcomm caíram durante uma dura batalha judicial contra a Apple, que deixou de usar seus chips. A situação foi exacerbada pela queda no interesse do consumidor pelos smartphones. As vendas do setor encolheram pela primeira vez no ano passado.

As maiores operadoras dos EUA, a AT&T e a Verizon Communications, participaram do evento da Qualcomm no Havaí, na terça-feira, após anunciarem planos para oferecer serviços 5G no primeiro semestre do ano que vem. A Samsung Electronics, a maior fabricante de celulares, informou que colocará um telefone 5G no mercado até lá usando o novo componente da Qualcomm.

A Qualcomm informou que o 855 terá desempenho superior ao dos demais chips ao executar softwares de inteligência artificial para funções como reconhecimento de imagens e que também funcionará em telefones capazes de ler impressões digitais dos usuários por meio da tela.

As redes de quinta geração, conhecidas como 5G, prometem um grande aumento de velocidade na transmissão de dados. Além disso, a tecnologia reduz a latência, ou seja, os tempos de resposta. Com isso, é compatível com novos serviços móveis, como telemedicina e controle de tráfego automatizado. No caso das operadoras, o 5G utiliza uma faixa muito mais ampla de ondas do que os sistemas atuais, incluindo um espectro não licenciado pelo qual não precisam pagar. A capacidade extra deverá reduzir custos e incentivá-las a convencer assinantes a passar para planos 5G.

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