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Volkswagen reduz US$ 6,8 bi em custos para competir com a Tesla

Christoph Rauwald

06/12/2018 16h11

(Bloomberg) -- A Volkswagen, maior fabricante de veículos do mundo, está acelerando o esforço para reduzir os custos e ampliar os lucros de sua maior marca automotiva para ganhar mais estofo financeiro em meio à mudança tecnológica de US$ 50 bilhões para competir com a Tesla.

Para melhorar a rentabilidade após ser deixada para trás durante anos por seus pares do mercado de massa, a marca VW cortará cargos de gestão, reduzirá custos nas fábricas e eliminará um quarto das variações de motores e caixas de transmissão na Europa.

"Precisamos acelerar o ritmo de nossa transformação e nos tornar mais ágeis e eficientes", disse Ralf Brandstaetter, diretor de operações da marca VW, nesta quinta-feira, na sede da empresa, em Wolfsburg, na Alemanha. "O que conseguimos até o momento ainda não é suficiente."

No geral, a divisão -- que responde por cerca de metade das vendas globais das 12 marcas do grupo -- busca reduzir as despesas em 6 bilhões de euros (US$ 6,8 bilhões) com o objetivo de elevar a margem de lucro para pelo menos 6 por cento em 2022, três anos antes do planejado.

As fabricantes de automóveis tradicionais estão cada vez mais pressionadas porque os regulamentos mais rigorosos contra emissões estão obrigando-as a investir em carros elétricos. Ao mesmo tempo, elas também precisam evitar invasões de serviços de mobilidade como o Waymo, do Google.

Nos próximos cinco anos, por si só, a marca VW planeja investir 11 bilhões de euros em tecnologias de última geração, incluindo 9 bilhões de euros em carros elétricos, para aumentar o número de modelos movidos a bateria dos atuais dois para 20 em 2025. O sentimento de urgência se intensificou com os preparativos da Tesla para o lançamento europeu do Model 3, que se tornou campeão de vendas nos EUA.

Elétricos da Opel

A Volkswagen não é a única a intensificar os investimentos nos carros elétricos. A Opel, uma unidade da PSA Group, lançará três variantes puramente elétricas nos próximos dois anos para cumprir as regras mais rigorosas para as emissões na Europa.

"Estamos investindo o máximo possível na eletrificação de nosso portfólio", disse o chefe da Opel, Michael Lohscheller, a jornalistas, na quarta-feira, em Mainz, na Alemanha. A marca alemã oferecerá versões híbridas e totalmente elétricas de toda a sua linha a partir de 2024.

A Volkswagen, por sua vez, traça planos para o fim gradual dos carros de combustão após o lançamento de sua próxima geração de carros a gasolina e a diesel, a partir de 2026. Daí em diante, a VW se limitará a modificar, em vez de reformular, suas plataformas para os motores de combustão.

A maior fabricante de veículos do mundo começou a lançar sua primeira leva de carros elétricos, incluindo o Porsche Taycan, que chegará no ano que vem. A previsão é de que o lançamento englobe em torno de 15 milhões de veículos.

A produção do hatchback I.D. Neo, da marca VW, começará em 12 meses na Alemanha, onde três fábricas montarão modelos elétricos. Outros modelos da linha I.D., de carros movidos a bateria, serão produzidos em duas fábricas na China a partir de 2020. A decisão a respeito de uma unidade de produção na América do Norte é esperada para breve, informou a VW nesta quinta-feira.

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