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Occidental aumenta fatia em dinheiro pela Anadarko Petroleum

Joe Carroll, Simon Casey e Rachel Adams-Heard

06/05/2019 15h44

(Bloomberg) -- A Occidental Petroleum deu mais um passo para selar sua proposta de aquisição da Anadarko Petroleum por US$ 38 bilhões, depois de melhorar sua oferta e concordar em vender ativos da petrolífera a ser comprada.

No domingo, a Occidental aumentou a parcela em dinheiro de sua oferta, de 50% para 78%. A empresa também se comprometeu em arcar com a multa de US$ 1 bilhão que a Anadarko teria que pagar por cancelar um acordo já fechado com a Chevron, e disse que os acionistas da Occidental não serão obrigados a votar sobre a aquisição.

A empresa decidiu-se pela "opção de menor custo", em vez de aumentar a oferta, disse a presidente da Occidental, Vicki Hollub, em teleconferência na segunda-feira. "Nosso objetivo ao fazer isso não foi de forma alguma evitar o voto dos acionistas. Foi garantir que tivéssemos uma chance razoável de fazer isso acontecer."

A proposta de compra melhorada foi lançada poucas horas depois de a gigante de energia francesa Total ter fechado um acordo para comprar operações da Anadarko em quatro países africanos por US$ 8,8 bilhões. O negócio depende de a Occidental concluir a aquisição da Anadarko.

O acordo da Total reforça o compromisso do bilionário Warren Buffett de injetar US$ 10 bilhões na Occidental, que enfrentou críticas de investidores por sua oferta hostil em 24 de abril, desafiando a proposta da Chevron pela Anadarko. Embora a Occidental tenha tradição no mercado de petróleo americano e opere em três continentes, seu valor de mercado corresponde a apenas um quinto do valuation da Chevron. A oferta da Occidental pela Anadarko foi vista por alguns como quixotesca.

A Anadarko disse em comunicado que vai avaliar a nova oferta e reafirmou sua recomendação aos acionistas para aceitar o acordo com a Chevron.

A compra da Anadarko seria a maior fusão da indústria petrolífera em quatro anos e marcaria o fim de uma era de austeridade enfrentada pelas petroleiras, castigadas pela desvalorização dos preços do petróleo e criticadas pelos investidores pelos baixos retornos. A pressão sobre as ações da Occidental e da Chevron nas últimas duas semanas mostrou a preocupação do mercado de que o setor estivesse voltando aos velhos tempos, quando investimentos exagerados e negócios ousados eram comuns.

--Com a colaboração de Kevin Crowley.

Para contatar o editora responsável por esta notícia: Marisa Castellani, mcastellani7@bloomberg.net

Repórteres da matéria original: Joe Carroll em Houston, jcarroll8@bloomberg.net;Simon Casey em N York, scasey4@bloomberg.net;Rachel Adams-Heard em Houston, radamsheard@bloomberg.net

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