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Estoques de minério na China caem para menor nível desde 2017

Krystal Chia

07/06/2019 11h06

(Bloomberg) -- Os estoques de minério de ferro nos portos da China caíram para o menor nível desde janeiro de 2017, sob o impacto dos cortes de fornecimento das maiores mineradoras no início do ano. O volume de minério do Brasil agora está em um nível ainda mais baixo do que em janeiro, quando houve o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho.

O volume estocado nos portos do maior importador mundial encolheu pela nona semana consecutiva, com queda de 2,6%, para 121,6 milhões de toneladas, segundo a Shanghai Steelhome E-Commerce. Os estoques de minério de ferro brasileiro caíram 4%, para 34,5 milhões de toneladas. O volume de minério de origem australiana diminuiu para o menor patamar em três anos.

Investidores de minério de ferro monitoram o declínio dos estoques buscando sinais de escassez de oferta, que tem diminuído desde o rompimento da barragem da Vale, bem como cortes de fornecimento em minas da Austrália depois da passagem de um ciclone. Os preços spot atingiram US$ 100 a tonelada no mês passado, o maior nível em cinco anos, antes de caírem novamente para US$ 90. A Macquarie Wealth Management disse em relatório esta semana que, embora os embarques da Austrália e do Brasil tenham melhorado recentemente, a queda dos estoques nos portos sugere que o consumo continua superando o volume desembarcado.

Logo após a tragédia em Brumadinho, a Vale conseguiu utilizar os próprios estoques para mitigar o impacto inicial. No mês passado, as exportações brasileiras de minério totalizaram 29 milhões de toneladas, um volume maior do que em abril, mas bem abaixo de maio de 2018. Uma viagem marítima do Porto de Tubarão até Qingdao leva de 85 a 90 dias.

Além dos problemas de fornecimento, o principal responsável pelo declínio dos estoques portuários tem sido a demanda crescente por minério na China, que tem usado quantidades recordes da liga. A produção de aço bruto subiu para 85 milhões de toneladas em abril, um aumento de 13% em relação ao ano anterior, e um volume sem precedentes.

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