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Berlim perde negócios de private banking, mas ganha fintechs

Stephan Kahl

28/06/2019 07h06

(Bloomberg) -- A fama de "pobre, mas sexy" de Berlim ajudou a transformar a cidade em um hub de fintechs. O Goldman Sachs investiu na cidade, e o banco startup N26 está avaliado em US$ 2,7 bilhões. Para algumas das maiores instituições de private banking da Alemanha, no entanto, a demografia da cidade é um motivo para ficar longe.

Os presidentes do Frankfurter Bankgesellschaft e do Bankhaus Metzler, fundado há 345 anos, disseram recentemente que Berlim não é a melhor cidade para o negócio de private banking, culpando a falta de clientes rentáveis. Alguns concorrentes como o Hauck & Aufhaeuser, controlado pela Fosun International, também estão ausentes da cidade, enquanto o Berenberg mantém apenas um escritório satélite com duas pessoas.

"Há apenas algumas pequenas e médias empresas em Berlim", disse Emmerich Mueller, sócio do Metzler, à margem da conferência de imprensa anual da empresa, acrescentando que empresários são os principais clientes de private banking. Isso dificulta obter lucro na cidade, disse.

Berlim é o estado alemão com a segunda maior taxa de desemprego e fica atrás de muitas outras regiões do país em termos de renda média. Ao mesmo tempo, com o baixo custo de vida - embora esse custo tenha aumentado ultimamente -, atraiu jovens empreendedores e graduados talentosos, provocando um boom das fintechs. A Elinvar, provedora de plataformas de bancos, cofundada por ex-funcionários do Deutsche Bank, ganhou o Goldman Sachs como investidor em maio. No começo do ano, o N26 recebeu US$ 300 milhões de vários investidores.

A ascensão gradual do setor de fintechs poderia ajudar a colocar Berlim no mapa de instituições de private banking, pelo menos a longo prazo.

"O cenário de startups, bem como o crescente número de empresas de tecnologia e imobiliárias, prepararam o terreno para potenciais clientes de private banking, os quais estamos de olho", disse Holger Sepp, membro do conselho do Hauck & Aufhaeuser.

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