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Com gripe suína, plantéis de suínos encolhem 26% na China

Bloomberg News

15/07/2019 12h11

(Bloomberg) -- Os plantéis de suínos da China, os maiores do mundo, diminuíram em junho no maior ritmo em pelo menos um ano. Criadores ainda relutam em repor os plantéis já que a gripe suína africana continua a se espalhar pelo país, segundo o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais.

O estoque de suínos despencou 26% em relação ao ano anterior, a maior queda desde o registro do surto do vírus no país, em agosto de 2018, segundo levantamento com criadores de suínos em 400 municípios. O número de porcas reprodutoras caiu 27% na comparação anual, de acordo com os dados.

A disseminação da gripe suína africana também reduziu a demanda por ração, aumentou as importações de carne de porco e estimulou a demanda por proteínas alternativas, como frango e carne bovina. Além disso, a doença se espalhou para países vizinhos, como o Vietnã.

O declínio na capacidade de criação de porcas pode levar à escassez de suínos nos próximos dois a três anos. Ao mesmo tempo, os preços domésticos da carne de porco podem voltar a subir em agosto e bater recorde no fim do ano, segundo a consultoria agrícola www.china-data.com.cn.

Nos primeiros seis meses de 2019, a produção de carne suína do país caiu 5,5% na comparação anual, para 24,7 milhões de toneladas, enquanto a produção de frango cresceu 5,6% e, a de carne bovina, subiu 2,4%, segundo o Departamento Nacional de Estatísticas.

To contact Bloomberg News staff for this story: Shuping Niu em Beijing, nshuping@bloomberg.net

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