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Gates Foundation Trust compra mais ações em operadora de prisões

Ali Ingersoll

23/07/2019 06h16

(Bloomberg) -- A Bill & Melinda Gates Foundation Trust aumentou sua participação em uma das maiores administradoras de penitenciárias com fins lucrativos do Reino Unido.

O trust, braço de investimentos da fundação Gates, comprou quase 200 mil ações da Serco Group em maio, segundo dados compilados pela Bloomberg. Com a compra, a participação subiu para 3,74 milhões de ações no valor de cerca de 5,3 milhões de libras (US$ 6,6 milhões), uma pequena parte do total de ativos da fundação, de cerca de US$ 48 bilhões.

As ações da Serco foram adicionadas ao portfólio por um gestor de recursos externo, segundo um porta-voz do trust, acrescentando que as ações são avaliadas regularmente em termos de desempenho e adequação. A equipe da fundação não tem influência sobre as decisões de investimento do trust, segundo o site da organização.

A Serco opera seis das 14 penitenciárias com fins lucrativos do Reino Unido. A Grã-Bretanha tem uma maior proporção de detentos em prisões com fins lucrativos do que qualquer outro país, exceto a Austrália, e o segmento é dominado por três empresas: Serco, G4S e Sodexo. Em janeiro, a Serco fechou um contrato com o governo de 1,9 bilhão de libras para prestar serviços de apoio aos requerentes de asilo por um período de 10 anos.

A empresa teve seus desentendimentos com o governo. No início do mês, uma unidade da Serco concordou em pagar 19,2 milhões de libras esterlinas para resolver uma investigação de seis anos sobre contabilidade falsa relacionada a uma cobrança excessiva por identificação eletrônica de criminosos. E o contrato de serviços de apoio de asilo vem depois de milhões de libras em multas nos últimos anos por não cumprimento dos termos do contrato.

O braço de investimentos da fundação Gates adquiriu uma participação inicial de mais de 600 mil ações da Serco em 2014, logo após liquidar sua participação na G4S, a maior fornecedora de serviços de segurança do mundo, que foi criticada por seus contratos com o sistema penitenciário de Israel.

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