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Nova bolsa do México vê lado positivo depois de ano difícil

Justin Villamil e Eugenio Lobo

01/08/2019 12h08

(Bloomberg) -- A Bolsa Institucional de Valores do México comemorou seu aniversário de um ano na quinta-feira passada com balões e champanhe. Mas, apesar da comemoração, o primeiro ano foi difícil.

Uma combinação de tecnologia da Nasdaq e preços competitivos tinha como objetivo ajudar a expandir o mercado de ações do México, em vez de simplesmente atrair volume de negócios da Bolsa Mexicana de Valores, fundada há 125 anos.

No entanto, a chegada de Andrés Manuel López Obrador à presidência do México coincidiu com muitas decisões de negócios suspensas. O México não registra uma oferta pública inicial de ações há um ano e meio, o período mais longo em quase uma década. Os valuations das ações estão perto do nível mais baixo desde 2009, e a economia escapou por pouco de entrar em recessão no segundo trimestre.

Rodrigo Velasco, vice-presidente da bolsa, vê o resultado com otimismo. "Foi um bom primeiro ano se o colocamos no contexto do que outras bolsas conseguiram fazer em seu primeiro ano de operação", disse Velasco em entrevista na Cidade do México.

A bolsa, conhecida como Biva, teve 139 ofertas, mas nenhum IPO puro e apenas 11 veículos de propósito específico - seis dos quais vieram da bolsa mais antiga. Muitas das ofertas eram secundárias para ações internacionais e ETFs. A participação da bolsa no volume negociado atingiu 7,39% em junho.

Velasco diz que a meta da Biva será trazer novas listagens e convencer empresas de médio e grande porte que ter ações na bolsa é uma opção realista. Há um volume de 70 bilhões de pesos (US$ 3,7 bilhões) para novas vendas de ativos que acontecerão em breve, disse.

"Ainda há muito a fazer", disse Velasco. "Mas, considerando que é o nosso primeiro ano, estamos muito satisfeitos com o progresso até o momento."

Repórteres da matéria original: Justin Villamil em Cidade do México, jvillamil18@bloomberg.net;Eugenio Lobo em Cidade do México, elobo2@bloomberg.net

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