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O difícil cálculo de definir um preço para imóveis mobiliados

James Tarmy

02/08/2019 15h16

(Bloomberg) -- O proprietário de uma mansão à beira-mar de 600 metros quadrados em Maui, no Havaí, passou dois anos escolhendo móveis para decorar sua propriedade.

"Ele viajou muito para a Europa e acabou com muitos móveis personalizados para a casa", diz Courtney Brown, corretora da Island Sotheby's International Realty.

Agora que o proprietário colocou a mansão à venda por US$ 49 milhões, esses móveis permanecerão na casa. Como muitos imóveis nos Estados Unidos, as obras de arte, guarda-sóis, camas, colchões e lâmpadas são oferecidos como um pacote e fazem parte do preço pedido. Mas, embora corretores, vendedores e até mesmo muitos compradores considerem as ofertas de pacotes nesses termos como um bônus, existem nuances para vender uma casa totalmente mobiliada que diferenciam o negócio das vendas de imóveis tradicionais.

"É claro que um comprador poderia recusar os móveis", diz Brown, corretora da propriedade. "Mas é muito improvável aqui no Havaí."

A propriedade havaiana é um caso extremo por várias razões. Seu preço a coloca no pico do mercado imobiliário em geral e sua localização, a 3.800 quilômetros da Califórnia, significa que conseguir enviar qualquer coisa para lá leva tempo e muito dinheiro.

"Pode levar de dois a seis meses para mandar algo ao Havaí", explica Brown. "Então, se você está comprando uma casa aqui e não está ficando com os móveis, é realmente uma inconveniência para o comprador e para o vendedor."

Mas, no continente, onde muitas casas também vêm mobiliadas, tanto a justificativa para a inclusão de móveis em uma venda quanto a maneira como os corretores calculam o valor dos móveis podem ser muito mais complicadas.

Quando uma casa está mobiliada, cabe ao proprietário descobrir como precificar esse mobiliário. Para as pessoas que gastaram pequenas fortunas em decoração de interiores, esse processo pode começar com uma dura verdade: os custos quase certamente não serão recuperados.

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