IPCA
0.19 Jul.2019
Topo

Ações europeias conseguem lugar ao sol após onda vendedora

Ksenia Galouchko

06/08/2019 14h30

(Bloomberg) -- A ovelha negra do mercado de ações este ano finalmente conseguiu seu lugar ao sol.

As ações europeias, consideradas como a negociação de curto prazo mais popular do mundo, têm superado o desempenho de papéis de empresas nos Estados Unidos durante a recente turbulência do mercado. O motivo? A posição dos investidores já estava muito abaixo da média do mercado, ou underweight, antes da última onda vendedora, o que salvou a região de um declínio mais acentuado.

Embora a escalada das tensões entre EUA e China tenha levado o Stoxx Europe 600 à pior queda de dois dias em três anos, o índice resistiu melhor do que seu equivalente nos EUA desde que o presidente do Federal Reserve reduziu as esperanças de um maior afrouxamento monetário na semana passada. Até o fechamento da sessão na segunda-feira, o índice de referência europeu havia caído 4,2% no período, menos do que a queda de 5,6% do S&P 500.

"Dado que as ações europeias são um underweight bastante consensual para os alocadores de ativos globais, os valuations são menos desafiadores", disse Edward Park, vice-diretor de investimentos da Brooks Macdonald Asset Management. "Quando vemos uma queda acentuada, tende a ser dinheiro especulativo que sai primeiro e, devido ao desempenho das ações dos EUA, o investimento especulativo tende a estar localizado lá, e os que estão posicionados em ações europeias têm expectativas de uma recuperação estrutural de longo prazo."

Fundos de ações focados na Europa registraram resgates quase ininterruptos desde março de 2018, perdendo cerca de US$ 83 bilhões este ano, em comparação com uma saída de US$ 45 bilhões para fundos nos EUA, segundo dados do Bank of America Merrill Lynch e da EPFR Global. Os investidores têm evitado as ações europeias devido ao fraco crescimento econômico, cenário político confuso e lucros fracos.

Para contatar a editora responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Mais Economia