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Google pede confidencialidade de dados em leilão de provedores

Natalia Drozdiak

06/08/2019 15h52

(Bloomberg) -- O Google vai exigir que os concorrentes assinem um acordo de não divulgação para participar de um leilão que decidirá quais provedores de busca serão listados como alternativas em smartphones Android.

Os concorrentes dizem que a medida é mais um exemplo do poder de fogo da unidade da Alphabet e poderia dificultar a avaliação que precisa ser enviada à União Europeia sobre as práticas do Google.

O Google deu o prazo até 13 de agosto para que os rivais preencham e enviem o acordo de não divulgação, ou NDA na sigla em inglês, o que obrigaria ambas as partes a protegerem informações confidenciais por um período de cinco anos após a divulgação.

"Uma parte pode divulgar à outra parte informações que o divulgador considera confidenciais", diz o Google no acordo de não divulgação visto pela Bloomberg. "O destinatário deve usar um grau razoável de cuidado para proteger informações confidenciais e impedir qualquer uso não autorizado ou divulgação de informações confidenciais."

O Google afirmou em comunicado enviado por e-mail que o NDA não foi criado para impedir que os participantes respondam a pedidos da Comissão Europeia, o órgão antitruste do bloco. A empresa disse que um NDA é padrão em muitos leilões e é elaborado para proteger informações confidenciais.

O Google anunciou na sexta-feira que, a partir do próximo ano, permitirá que os usuários escolham entre o Google e três outras opções rivais como provedor de busca padrão em celulares Android na Europa. A empresa disse que decidirá em leilão quais provedores alternativos vai incluir em um determinado país.

Para contatar a editora responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

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