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Reino Unido tem poucos precedentes para lidar com pós-Brexit

Craig Stirling e Eddie Spence

07/08/2019 16h13

(Bloomberg) -- As autoridades britânicas que se perguntam como lidar com a saída do Reino Unido da União Europeia, caso realmente aconteça, poderiam concordar que não há um precedente de fato sobre quais seriam as consequências.

Esse foi o tema abordado pelo presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, quando fez uma apresentação para parlamentares em 1º de novembro de 2018, exatamente um ano antes, ele estava defendendo a economia pós-Brexit.

A natureza única do desafio do Reino Unido caso o governo do primeiro-ministro Boris Johnson não chegue a um acordo com a UE dificulta o trabalho das autoridades financeiras, porque as obriga a confiar na imaginação para modelar resultados complexos enquanto preparam uma resposta. Embora a projetada queda na libra tenha ocorrido regularmente em resposta a choques do passado, o mesmo não pode ser dito para uma interrupção repentina no comércio.

"Você está completamente reordenando o comércio do Reino Unido da noite para o dia - nosso sistema de fornecimento e o próprio país", disse Cathal Kennedy, economista da RBC Capital Markets e ex-funcionário do Tesouro do Reino Unido. "No contexto da história econômica que conhecemos, após a Segunda Guerra Mundial, é quase único recuar em relação a isso, de uma maneira bastante dramática."

Essa falta de precedentes é digna de nota em uma economia global que sofreu vários períodos de turbulência no último século.

Para contatar a editora responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Repórteres da matéria original: Craig Stirling em Frankfurt, cstirling1@bloomberg.net;Eddie Spence em Londres, espence11@bloomberg.net

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