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Reino do Butão é nova fronteira do vinho

Elin McCoy

09/08/2019 16h26

(Bloomberg) -- Quando Michael Juergens, nascido do sul da Califórnia, estava correndo ladeira a baixo por uma estrada de terra lotada durante a primeira maratona internacional no Reino do Butão em fevereiro de 2016, ele passou por encostas íngremes e campos que achava ideais para o cultivo de videiras. O amante de vinho tatuado e barbudo de 49 anos, sócio de uma empresa de consultoria global, se perguntou: "Onde estão os vinhedos do país?"

Quando fez a pergunta a alguns representantes do governo no jantar de comemoração dos principais corredores, eles disseram que não havia nenhum.

Isso, diz agora, foi o começo de sua improvável aventura no ramo de vinhos, na qual ele acabou inventando uma indústria do zero em um reino remoto conhecido por sua impressionante paisagem intocada e nível ideal de "felicidade interna bruta".

"Quando olho para trás", diz sorrindo, "fico espantado por termos conseguido fazer o que fizemos em tão pouco tempo".

Em abril deste ano, ele e uma equipe plantaram as primeiras vinhas do país em um total de 2,5 hectares. Uma delas, Yusipang, está a uma altitude de 2.700 metros, com vistas de florestas e picos do Himalaia. As uvas serão vendidas com o rótulo Thunder Dragon - ou assim espera Juergens. Conversamos por telefone pouco antes de ele ir para o Butão para se encontrar com um arquiteto e planejar uma vinícola.

Na próxima primavera, você pode ajudar a plantar os próximos vinhedos da Bhutan Wine Co. em sua primeira viagem de luxo para os amantes do vinho. O itinerário inclui uma subida ao famoso e muito fotografado Ninho do Tigre e a chance de fazer parte de um dos mais novos projetos regionais de vinhos do mundo.

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