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UBS pode reestruturar banco de investimentos e cortar empregos

Sonali Basak, Patrick Winters e Sridhar Natarajan

09/08/2019 14h20

(Bloomberg) -- Quase um ano depois de assumir a unidade de banco de investimentos do UBS, Piero Novelli e Rob Karofsky, que dividem o controle da divisão, trabalham em sua primeira reorganização do negócio.

Novelli, encarregado da área de negócios e ofertas, avalia uma reestruturação da liderança. Ao lado de Karofsky, responsável por trading, os executivos buscam reestruturar uma divisão que apresentou resultados voláteis no ano passado, segundo pessoas a par do assunto. Os planos podem implicar centenas de cortes de empregos, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas porque o assunto é confidencial.

As discussões são preliminares, e uma decisão final ainda não foi tomada, disseram as pessoas. O UBS não quis comentar.

O UBS busca aumentar a colaboração entre os profissionais que fecham negócios e a unidade de gestão de patrimônio, ao mesmo tempo em que aperfeiçoa o foco em setores que mais interessam aos clientes mais ricos. Essa abordagem já deu certo no banco suíço este ano.

O negócio de assessorar clientes em negócios e ofertas de ações foi destaque no segundo trimestre, após queda de 48% nos três primeiros meses do ano. A retomada contou com o papel do UBS na assessoria de uma série de grandes operações, como o desmembramento da fabricante de lentes de contato Alcon da Novartis e a aquisição da empresa de embalagens Bemis pela Amcor.

O UBS também tem aumentado o foco sobre sua rede de clientes ricos. O UBS assessorou famílias asiáticas em investimentos de bilhões de dólares em propriedades de Manhattan com a ajuda do banco de investimento. A unidade também quer fazer mais negócios com empresas de private equity, pensões e fundos soberanos, atraindo talentos de rivais.

Ainda assim, o retorno sobre o patrimônio de 10% do banco de investimento no primeiro semestre do ano foi aproximadamente metade das outras divisões do UBS. A unidade contava com 5.333 funcionários no fim de junho.

Os bancos de investimentos têm cortado milhares de empregos com o fraco desempenho das mesas de trading e economia em desaceleração, o que pesa sobre a receita. O Deutsche Bank vai eliminar 18 mil empregos, o Société Générale anunciou 1.600 demissões e o Citigroup se prepara para reduzir centenas de posições em sua divisão de operações.

Para contatar a editora responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Repórteres da matéria original: Sonali Basak em N York, sbasak7@bloomberg.net;Patrick Winters em Zurique, pwinters3@bloomberg.net;Sridhar Natarajan em N York, snatarajan15@bloomberg.net

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