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Governo da Indonésia revida campanha contra óleo de palma

Alimentos com embalagem avisando que
Alimentos com embalagem avisando que 'não contém de óleo de palma', encontrados em lojas mais caras, serão removidos Imagem: Sonny Tumbelaka/AFP

Yoga Rusmana

22/08/2019 12h14

Maior produtora e consumidora mundial de óleo de palma, a Indonésia se junta à Malásia na decisão de retirar dos supermercados itens com rótulos contrários ao produto.

Alimentos nacionais e importados com embalagem avisando que "não contém de óleo de palma" ou "sem óleo de palma", encontrados em algumas lojas mais caras, serão removidos, avisou Penny K. Lukito, responsável pela Agência Nacional de Controle de Alimentos e Drogas, na quarta-feira.

Juntas, Indonésia e Malásia representam 85% da oferta global de óleo de palma. Esses dois governos intensificaram a luta contra o que consideram decisões discriminatórias de alguns países desenvolvidos e ameaçaram retaliar em uma possível guerra comercial com a União Europeia, após o bloco anunciar limites mais rigorosos sobre o uso do óleo em biocombustíveis, devido a preocupações com o desmatamento.

"A rotulagem faz parte de uma campanha negativa para minar a competitividade do óleo de palma da Indonésia", disse Lukito a repórteres em Jacarta. "O óleo de palma é muito importante para a Indonésia e é dever do governo proteger a indústria."

A agência inicialmente vai educar e tentar convencer os comerciantes, disse ela. Medidas legais serão tomadas se as lojas continuarem vendendo esses produtos, acrescentou, se recusando a identificar as varejistas.

Há uma percepção entre a população urbana de que o óleo de palma não é saudável, levando consumidores a evitá-lo, mas de acordo com Lukito, essa ideia não foi cientificamente comprovada. A agência, o Conselho Indonésio do Óleo de Palma e o Ministério do Comércio farão uma campanha de conscientização em saúde, segundo ela.

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