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Taxa de natalidade da Coreia do Sul segue como a menor do mundo

Jiyeun Lee

28/08/2019 14h11

(Bloomberg) -- O governo da Coreia do Sul gastou vários bilhões de dólares por ano recentemente para incentivar a população a ter mais bebês, dada a sombria perspectiva demográfica do país. Os esforços estão dando poucos frutos, segundo novos dados.

A taxa de fertilidade da Coreia do Sul - o número esperado de bebês por mulher - caiu para 0,98 em 2018, segundo dados divulgados pelo escritório de estatísticas do país na quarta-feira. A taxa estava em 1,05 em 2017, quando já era a menor entre os membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, muito abaixo de 1,43 do Japão, 1,86 da França e 3,11 de Israel.

O número de bebês nascidos em 2018 caiu 8,7% na comparação anual, após baixas de 11,9% e 7,3% nos dois anos anteriores.

A taxa de natalidade continua caindo apesar dos incentivos do governo, que incluem um ano de licença subsidiada, creches gratuitas, babás profissionais e subsidiadas pelo governo e ajudas em dinheiro de governos municipais.

Parte da razão para a queda da taxa de fertilidade é que as pessoas começam a formar uma família mais tarde, o que por sua vez aumenta a idade em que as mulheres dão à luz: era de 32,8 anos em 2018 em comparação com 30,8 uma década atrás. Os dados do escritório de estatísticas mostram que mais bebês nasceram de mães com mais de 30 anos do que na casa dos 20.

De todas as cidades e províncias do país, Sejong foi a única que registrou aumento do número de nascimentos em 2018. Mulheres que vivem em Sejong - uma cidade administrativa a 150 quilômetros ao sul de Seul - registraram a maior taxa de fertilidade em todo o país, de 1,57, enquanto Seul teve o menor índice, de apenas 0,76.

Isso apesar de o governo de Seul ter lançado um pacote para comemorar a chegada do bebê no valor de 100 mil wons (US$ 82) no ano passado. O pacote tem 51 opções para a família escolher, como bombas de amamentação e cangurus para carregar o bebê.

Para contatar a editora responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net