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Manila prestes a liderar ranking de cidades com pior trânsito

Claire Jiao

28/10/2019 07h56

(Bloomberg) -- O tempo de deslocamento aumentou na área metropolitana mais congestionada da Ásia, e a expectativa é de que o trânsito piore na época de Natal, de acordo com o Waze.

Em setembro, percorrer um quilômetro na área metropolitana de Manila levava cerca de 4,9 minutos, mais do que os cerca de 3,8 minutos necessários em abril, segundo dados do aplicativo de navegação GPS do Google. A região da capital das Filipinas deve assumir a liderança do ranking do Waze das cidades com o pior tráfego do mundo em 2019, superando metrópoles como Bogotá e Jacarta, disse Sarah Rodriguez, responsável por dados nas Filipinas, em entrevista.

O congestionamento faz parte do dia a dia de uma cidade cuja infraestrutura não acompanha o nível de renda. E também limita a economia diante do transporte público obsoleto que não consegue atender à demanda de uma população crescente, o que incentiva o uso de carros particulares. Rodriguez disse que a situação só tende a piorar no fim do ano, especialmente durante o fim de semana prolongado do Dia de Finados, quando os filipinos normalmente saem da cidade, e durante as festas de Natal, devido ao maior movimento em restaurantes, bares e shopping centers.

O Waze prevê um salto de 16% nos quilômetros percorridos e um aumento de 10% no número de usuários ativos, atualmente em 1,6 milhão, no período de novembro a dezembro, disse Rodriguez. "Esta é a época do ano em que os filipinos viajam mais e também gastam mais tempo em cada trajeto."

Os padrões de tráfego também estão mudando na área metropolitana, com mais veículos nas estradas e mais filipinos dirigindo. Os dados do Waze mostram que o tráfego aumenta constantemente ao longo do dia e depois atinge o pico à noite, disse Rodriguez.

"Há dois anos, havia dois picos - a hora do rush da manhã e da noite - e, no meio tempo, havia uma queda", disse. Segundo ela, agora o trânsito não diminui nesse intervalo.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net