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Total deixa grupo de lobby dos EUA por divergência climática

Amanda Jordan

08/11/2019 14h03

(Bloomberg) -- A Total, gigante de petróleo francesa, disse que não vai renovar sua filiação a um importante grupo de lobby do setor, porque a posição da organização em questões climáticas não se alinha à da empresa.

A decisão da empresa de deixar a associação American Fuel & Petrochemical Manufacturers (AFPM) segue um passo semelhante dado pela Royal Dutch Shell no início do ano. Esses grupos de lobby há muito tempo são alvo de ativistas ambientais, mas agora as maiores petroleiras sentem cada vez mais a pressão de investidores exigindo que seus modelos de negócio se alinhem ao acordo climático de Paris.

A Total reavaliou sua filiação a 30 associações e detalhou sua decisão subsequente de deixar a AFPM no relatório "Integrando o Clima à Nossa Estratégia", divulgado na sexta-feira. A empresa também destacou outros três grupos de lobby dos EUA com os quais está apenas "parcialmente alinhada" em questões climáticas, e disse que "advogará internamente por mudanças" em suas posições.

Ao explicar sua saída da AFPM, a Total afirmou ter opiniões diferentes sobre o Acordo de Paris, a precificação do carbono e energias renováveis. A empresa também disse que reconsideraria sua participação nos outros três grupos "em caso de divergências duradouras".

"Agradecemos a adesão da Total ao longo dos anos", disse Chet Thompson, presidente da AFPM, em comunicado. "Sempre nos esforçamos para alcançar posições de consenso sobre políticas que sejam do melhor interesse das indústrias de combustíveis e petroquímica e das comunidades e consumidores que confiam em nós."

--Com a colaboração de Kelly Gilblom e Stephen Cunningham.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

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