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Codelco busca economizar US$ 8 bi em projetos com aperto fiscal

James Attwood e Laura Millan Lombrana

29/11/2019 14h10

(Bloomberg) -- A onda de protestos no Chile pressiona o novo presidente da Codelco, Octavio Araneda, a conseguir obter lucro mesmo com os depósitos de cobre mais antigos.

Antes dos tumultos que começaram semanas atrás, Araneda já enfrentava a difícil tarefa de ter que investir bilhões apenas para impedir que a produção caísse e os custos subissem em um momento de margens escassas nos negócios globais de cobre.

Agora, como o governo enfrenta uma longa lista de demandas de gastos para apaziguar os manifestantes, o desafio é mais assustador: a Codelco terá que cortar custos para ajudar a financiar um maior sistema de bem-estar e talvez enfrente uma resposta rígida do Estado às suas necessidades de gastos.

"Estamos em um momento crucial da nossa história", disse Araneda a repórteres em Santiago na sexta-feira. "Nossa obrigação é nos transformar a fim de continuar contribuindo para o progresso do Chile por pelo menos mais 50 anos."

Do lado dos gastos, o executivo pretende reduzir o orçamento de projetos da empresa até 2028 em US$ 8 bilhões ou 20%. A empresa também pretende gerar US$ 1 bilhão a mais por ano em lucro bruto a partir de 2021.

Embora uma injeção de capital seja bem-vinda, a Codelco faz um "grande esforço" para ajudar a gerar os recursos de que o Chile precisa para atender às demandas sociais, disse Araneda. Isso significa manter o controle dos custos, aumentar as margens e "revisar permanentemente" os projetos.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Repórteres da matéria original: James Attwood em Santiago, jattwood3@bloomberg.net;Laura Millan Lombrana em Santiago, lmillan4@bloomberg.net