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3G separa fundo de hedge com retorno acima de pares e do S&P

Katia Porzecanski

22/01/2020 17h30

(Bloomberg) -- A empresa de private equity 3G Capital está separando um fundo de hedge interno que produziu grandes retornos e abrindo para investidores externos.

O fundo Dumont Global, de US$ 220 milhões, liderado por Chris Yetter, foi separado da 3G no final do ano passado, disseram pessoas familiarizadas com o assunto. A empresa está buscando levantar até US$ 500 milhões em capital novo, com a 3G permanecendo como investidora por mais dois anos e oferecendo suporte administrativo.

A 3G - liderada por bilionários incluindo o homem mais rico do Brasil, Jorge Paulo Lemann - está fazendo a mudança depois que o Dumont retornou 27% desde o início de fevereiro de 2018. O fundo está superando seus pares e o índice S&P 500, que ganhou cerca de 19% no período, com os dividendos reinvestidos.

No momento em que os fundos de hedge estão lutando para justificar seu custo, o Dumont está tentando se diferenciar com uma estratégia de buscar investimentos que outros fundos de hedge evitariam. O fundo investirá em 10 a 15 oportunidades "órfãs", tais como smalls caps e ativos distressed, de acordo com documento visto pela Bloomberg.

A empresa com sede em Nova York também oferecerá aos clientes a oportunidade de co-investir em suas operações, além de duas classes de ações com bloqueios de um e três anos que podem ser quebrados mediante o pagamento de multa.

Um representante da 3G preferiu não comentar.

A 3G foi formada em 2004 e administrava US$ 31 bilhões em dezembro de 2018. Lemann, de 80 anos, tem fortuna estimada em US$ 23 bilhões, segundo o Bloomberg Billionaires Index. Seus parceiros Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira teriam ambos cerca de US$ 10 bilhões.

O nome Dumont vem de Alberto Santos-Dumont, o aviador franco-brasileiro que já foi considerado o primeiro homem a pilotar um avião, antes de ser ofuscado pelos irmãos Wright.

Economia