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Ações de elite global de Davos são lanternas em desempenho

Eddie van Der Walt

23/01/2020 09h45

(Bloomberg) -- O 1% global escalou novamente os Alpes suíços para respirar o ar rarefeito em Davos, mas, no mercado de ações, essas empresas são tudo menos elite.

Um portfólio igualmente ponderado de 436 empresas de capital aberto que estavam representadas na conferência em 2019, segundo identificado pela Bloomberg, teve desempenho cerca de 10 pontos percentuais abaixo do índice S&P 500 desde a última reunião dos delegados. O desempenho também foi pior do que o resultado do Stoxx Europe 600 e o de uma cesta global de ações.

Parte do problema é que ter uma ampla concentração de patrimônio tende a atrair os envolvidos no negócio de movimentar dinheiro. Bancos e outras empresas financeiras foram sobre-representados na conferência, respondendo por mais de 25% do portfólio e, globalmente, ficaram para trás no mercado mais amplo.

Também havia mais mineradoras do que se poderia esperar, enquanto empresas de tecnologia, a indústria com melhor desempenho no ano passado, também estavam entre as mais sub-representadas na conferência em comparação com o índice S&P 500 Equal Weighted. A ausência de empresas de consumo discricionário e assistência médica foi notável.

As empresas representadas também têm uma tendência mais internacional. EUA e Índia representam o maior contingente, enquanto Japão, Reino Unido e Alemanha ficam entre os cinco primeiros.

A relativa escassez de empresas chinesas (não figuram entre as 10 primeiras) é explicada pelo fato de muitas não terem capital aberto.

De fato, as pegadas globais dos participantes da conferência podem dar aos delegados o perfeito bode expiatório. O pior desempenho ocorreu em maio e julho, quando a retórica da guerra comercial estava no auge. Talvez tenham conversado com o presidente dos EUA, Donald Trump, que participou este ano.

--Com a colaboração de Simon Kennedy e Jeff Green.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

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