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Rali de emergentes segue, mas faça hedge, diz Morgan Stanley

Aline Oyamada

27/01/2020 15h33

(Bloomberg) -- O rali dos mercados emergentes ainda não acabou, mas vale a pena buscar hedges baratos diante do impacto do surto do coronavírus sobre ativos de maior risco, segundo o Morgan Stanley.

A propagação do vírus chinês, que já matou pelo menos 80 pessoas e infectou milhares em todo o mundo, pode interromper a recuperação do crescimento da Ásia, mas não afetará a melhora da atividade global, disseram estrategistas do banco em relatório. Além disso, os valuations ainda não estão altos, e os bancos centrais devem manter uma política monetária estimulativa, disseram.

"Não achamos que ajustar nossa visão geral para ativos de risco de mercados emergentes apenas devido a este evento seja uma boa ideia", segundo a equipe de estrategistas liderada por James Lord. "Embora o coronavírus 2019-nCov represente um risco a curto prazo, este deve ser temporário em meio a políticas estimulativas em andamento."

No entanto, com a probabilidade de uma retração temporária devido à crise causada pelo vírus, vale a pena aproveitar a baixa volatilidade para fazer hedge de um portfólio de ativos de mercados emergentes contra alguns dos principais riscos enfrentados por esses mercados.

Abaixo estão as recomendações de hedge do Morgan Stanley para proteção contra cada evento:

  • Posições vendidas no won coreano para hedge contra uma potencial desaceleração do crescimento global
  • Posições compradas em dólar e vendidas em volatilidade do peso mexicano como hedge contra uma correção no índice S&P 500
  • Posições compradas em volatilidade e vendidas em peso colombiano para hedge contra uma possível reversão nas condições de financiamento de mercados emergentes

Na sexta-feira, ações e moedas de mercados emergentes interromperam um rali de sete semanas. Na segunda-feira, as perdas aumentaram depois que autoridades chinesas disseram que o vírus ainda não está sob controle, apesar das medidas para limitar o deslocamento de milhões de pessoas que vivem em cidades próximas ao foco do surto.

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net