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Gestoras de fortunas de brasileiros contratam em Nova York

Cristiane Lucchesi e Felipe Marques

19/02/2020 07h00

(Bloomberg) -- As gestoras de fortunas dos brasileiros estão contratando executivos em Nova York e abrindo escritórios na cidade para encontrar investimentos alternativos para seus clientes em busca de rendimento.

A Tera Capital, empresa de gestão do patrimônio dos sócios do Pátria Investimentos, planeja abrir escritório em Nova York, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. Contratou Mario Quaresma, da family office BW Gestão de Investimentos, para liderar o esforço em setembro. A BW, que tem uma presença de longa data na cidade, contratou Diogo Roberto Vergniassi, do Goldman Sachs Asset Management, e Gustavo Gaspar Campanha, do Point72 Asset Management.

Nova York está assumindo uma importância cada vez maior para os gestores de fortunas no Brasil, já que as baixas taxas de juros na maior economia da América Latina obrigam muitos investidores a procurar no exterior oportunidades de maior rendimento. A BW, a gestora do patrimônio da família Moreira Salles, tem pelo menos seis funcionários na cidade.

O total de fortunas sob gestão na indústria de private banking do Brasil cresceu 21% em 2019 em relação ao ano anterior, para R$ 1,3 trilhão, segundo a Anbima, a associação de mercados de capitais do país.

Vergniassi está administrando investimentos alternativos na BW, cujos clientes estão entre os acionistas controladores do Itaú Unibanco, o maior banco da América Latina em valor de mercado. Campanha é analista de ações globais da empresa. João Moreira Salles, filho do co-presidente do conselho do Itaú, Pedro Moreira Salles, é co-presidente da BW junto com Demosthenes Madureira de Pinho.

Os representantes da Tera e da BW não quiseram comentar.

Daniel Gleizer, ex-diretor de investimentos da BW, saiu em setembro e agora é aluno visitante na Universidade de Columbia, em Nova York, de acordo com sua página no LinkedIn. A BW administra cerca de R$ 67 bilhões, de acordo com a Anbima, associação brasileira de mercados de capitais.

O Pátria, com sede em São Paulo, uma das maiores empresas de gestão de investimentos alternativos focada em ativos da América Latina, tem como investidor o Blackstone Group, com sede em Nova York. Os sócios do Pátria fundaram a Tera em 2015 para gerenciar sua própria fortuna e abriram para novos clientes em 2018, quando a Tera possuía cerca de US$ 1 bilhão em ativos sob gestão.

A Citrino Gestão de Recursos, outra empresa brasileira de gestão de fortunas, fez parceria com Gustavo Ribeiro Fernandes, gestor de fundos da Rye Brook Capital em Nova York, para buscar investimentos nos EUA, segundo duas pessoas familiarizadas com o assunto. Um representante da Citrino não quis comentar.