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Todo dia é fim de semana com menor uso global de eletricidade

Rachel Morison, Naureen S. Malik e Will Wade

12/03/2020 15h09

(Bloomberg) -- A demanda por eletricidade na Europa e nos Estados Unidos deve tornar os dias da semana mais parecidos com os finais de semana, pois com o coronavírus um número crescente de países pede que a população fique em casa.

O uso de energia na Itália caiu 7,4% na quarta-feira em relação à semana anterior, depois que o governo fechou escolas e recomendou que trabalhadores permanecessem em casa. A Organização Mundial da Saúde declarou oficialmente que o surto se tornou pandemia.

Essa tendência ameaça se espalhar pelo mundo, pois países como Alemanha, Reino Unido e EUA avaliam medidas mais rigorosas para impedir a propagação do vírus. Isso mostra que uma ampla desaceleração econômica se torna mais provável já que milhões de pessoas ficarão em casa, reduzindo a necessidade de eletricidade em escritórios, teatros, restaurantes e em outros lugares.

"Esperamos ver uma demanda mais parecida com um fim de semana", disse Adam Jordan, analista da empresa de pesquisa energética Genscape, com sede nos EUA.

No norte da Itália, a carga média de energia nos fins de semana e feriados é cerca de 20% menor do que os níveis observados durante a semana de trabalho. O pico de demanda no país na segunda-feira foi 5,9% inferior ao da semana anterior, de acordo com dados da operadora Terna. Esse foi o dia em que o governo anunciou restrições de deslocamento e eventos em todo o país, expandindo um bloqueio anteriormente limitado ao norte do país.

A experiência da Itália fornece "algumas pistas sobre como a demanda de energia pode ser afetada no resto da Europa se o vírus continuar se propagando no ritmo atual", escreveu o analista da BloombergNEF, Tom Rowlands-Rees, em relatório.

Na China, as emissões de carbono caíram cerca de 25% desde o início das quarentenas, disse Daniel Grunwald, analista da Morningstar.

"Podemos assumir com segurança que o tráfego e a geração de energia estagnarão consideravelmente" nos EUA, assim como na Ásia e na Europa, disse Grunwald.

--Com a colaboração de Chris Martin (News) e Gerson Freitas Jr..

Para contatar o editor responsável por esta notícia: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Repórteres da matéria original: Rachel Morison London, rmorison@bloomberg.net;Naureen S. Malik em Nova York, nmalik28@bloomberg.net;Will Wade em N York, wwade4@bloomberg.net