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Proprietários tentam vender mansões nos EUA durante pandemia

James Tarmy

27/03/2020 16h47

(Bloomberg) -- Bill Grabowski, proprietário da Healthstar, uma empresa de máquinas farmacêuticas, vive com a esposa no mesmo terreno em Quincy, Massachusetts, há mais de 30 anos. Agora, com as ações dos EUA em baixa e estados de emergência em todo o país, Grabowski decidiu vender sua casa de quatro quartos e quatro banheiros por cerca de US$ 2,7 milhões. "A pior coisa que pode acontecer é ninguém comprar", diz.

Grabowski não está sozinho. Alguns proprietários analisaram a turbulência econômica e social sem precedentes do país e decidiram colocar suas casas no mercado, geralmente com preços que correspondem a um setor imobiliário em expansão.

"Posso pensar em três clientes que tenho, prontamente, que disseram 'vamos vender', diz Vickey Barron, corretora da Compass, em Nova York. "O trabalho de qualquer bom agente é sentar-se com um vendedor - não mais pessoalmente - e listar os prós e contras", disse. "Esses clientes queriam ir em frente."

O mercado imobiliário, particularmente no chamado nível "luxo", está em baixa há anos. Agora, compradores e vendedores também precisam contar com obstáculos logísticos quase impossíveis, mesmo se um contrato for assinado. Como um avaliador pode entrar no prédio se não for permitida a entrada de não residentes? Como, com o distanciamento social, alguém pode ser entrevistado pelo conselho de apartamentos de cooperativas?

"Eu tenho um cliente que assinou um contrato para um apartamento no Upper West Side, em Nova York, e agora se pergunta como conseguirá que os motoristas coloquem os móveis no novo apartamento", diz Barron. "E se alguém comprou e quer fazer uma reforma, pode contratar empreiteiros?"

©2020 Bloomberg L.P.

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