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Queixas sobre discriminação racial devem aumentar no Reino Unido

Ellen Milligan, Jonathan Browning e Laura Joffre

17/07/2020 16h23

(Bloomberg) -- Após o movimento #MeToo, as queixas de discriminação sexual no Reino Unido subiram para o maior nível em cinco anos. Agora, escritórios de advocacia e empresas esperam um salto semelhante de processos de discriminação racial impulsionados pelo movimento Black Lives Matter.

As visitas ao site de discriminação racial do serviço de mediação do governo britânico, conhecido como ACAS, mais do que dobraram desde maio, enquanto advogados observam um aumento semelhante de investigações. Obter um número ACAS é um primeiro passo em uma queixa em um tribunal do trabalho.

A morte de George Floyd em Minneapolis em maio provocou protestos em massa no mundo inteiro, e o movimento migrou das ruas para o local de trabalho. O aumento da conscientização da sociedade reflete o momento em 2017, quando revelações de assédio sexual em Hollywood desencadearam um debate global sobre o tratamento de mulheres.

"Isso é análogo ao #MeToo, quando vimos um aumento dos processos de discriminação e assédio sexual", disse Simon Kerr-Davis, advogado trabalhista da Linklaters. "Agora, esperamos algo semelhante, desta vez sobre raça."

O escritório de direito trabalhista Irwin Mitchell observou que investigações sobre discriminação racial dobraram desde 25 de maio, em comparação com o período de três meses antes dos protestos do Black Lives Matter, de acordo com Shazia Khan, sócia do escritório.

©2020 Bloomberg L.P.