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Big Brother vigia traders em casa em era de coronavírus

Lananh Nguyen

12/08/2020 15h57

(Bloomberg) -- A pandemia criou uma demanda inesperada em um segmento das finanças: a vigilância.

Com operadores ainda trabalhando em casa, bancos têm intensificado esforços para monitorar a equipe e eliminar qualquer má conduta, de acordo com a NICE Actimize, que fabrica softwares de conformidade, risco e crimes financeiros. Há maior interesse em tecnologia avançada, como aprendizado de máquina, que pode ajudar empregadores a detectar comportamento atípico de funcionários, disse Chris Wooten, vice-presidente executivo da empresa.

"Com funcionários em transição para o trabalho remoto, houve aumento dos tipos de comunicação a serem monitorados e dos tipos de comportamento que poderiam gerar preocupações", disse por e-mail. "Vimos canais de comunicação se expandirem em relação ao que eram tradicionalmente apenas telefones de escritório e torres de trading, para incluir celulares pessoais e plataformas de comunicações unificadas, como o Microsoft Teams."

Das 140 instituições financeiras pesquisadas pela NICE Actimize, 76% dos entrevistados disseram esperar aumento do monitoramento e vigilância nos próximos três anos. Quase 20% disseram que essas medidas se aplicariam a todos funcionários. "Claramente, isso reflete investimentos que as instituições financeiras estão fazendo agora ou farão no futuro", disse Wooten.

A Robert W. Baird & Co. tem mantido seus processos de supervisão, continuando a monitorar transações e exigindo que funcionários entrem em licenças de conformidade obrigatórias, disse Jack Miller, responsável por trading da empresa com sede em Milwaukee. As ausências permitem que bancos e empresas de trading revisem comunicações e registros de negociação de funcionários enquanto estão fora. Mesmo assim, a empresa pensa em como se adaptar à era do coronavírus.

©2020 Bloomberg L.P.