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Pandemia aumenta demanda por serviços e bancos contratam 19 mil

Yalman Onaran

12/08/2020 14h40

(Bloomberg) -- Os maiores bancos dos Estados Unidos e da Europa contrataram 19 mil pessoas no primeiro semestre em meio à maior demanda por empréstimos e outros serviços durante a pandemia. Além disso, cortes de pessoal planejados foram suspensos.

Oito dos 15 maiores bancos aumentaram o quadro de funcionários neste ano até junho, enquanto apenas quatro reduziram. O número de funcionários de três bancos permaneceu inalterado em relação ao final de 2019. O Barclays mostrou o maior aumento, com mais de 7 mil contratações, e o HSBC teve a maior redução, cortando quase 3 mil posições.

Na última década, grandes bancos cortaram empregos consistentemente após a crise financeira de 2008 e a recessão global que se seguiu. As recentes contratações contrastam com demissões em outros setores ao redor do mundo em meio à pandemia. Embora as contratações mostrem que os maiores bancos estão em posição muito mais forte durante a crise, a situação pode ser temporária, quando as moratórias das demissões anunciadas em março e abril forem suspensas no terceiro ou quarto trimestres.

O Barclays, por exemplo, disse que suspenderia as demissões até o fim de setembro. O Wells Fargo & Co., cujo número de contratações no primeiro semestre foi o segundo maior, disse que embarcará em uma missão de corte de custos assim que a crise diminuir, sem dar um prazo claro. Em junho, o HSBC disse que retomou as demissões após um congelamento de três meses. A empresa anunciou em fevereiro um plano para cortar 35 mil empregos em três anos.

No entanto, algumas das novas posições vieram para ficar. O Citigroup disse em janeiro que contrataria 2,5 mil codificadores para sua divisão de banco de investimentos com a aposta do banco em tecnologia da informação. O Bank of America planejava ir em frente com suas mil contratações de universitários neste ano, além de investir ainda mais em tecnologia e operações. E o Barclays fez contratações em banco de investimentos e cartões de crédito, onde espera maior crescimento.

©2020 Bloomberg L.P.