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FMI elogia "encorajadoras" reformas do novo governo da Argentina

Washington, 4 fev (EFE).- A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou nesta quinta-feira que as reformas da nova equipe econômica da Argentina são "muito encorajadoras" e se mostrou esperançosa com a nova rodada de conversas com os fundos especulativos.

"As reformas da nova equipe econômica são muito encorajadoras. Poderão ajudar a estabilizar a economia", declarou Lagarde em entrevista coletiva ao comentar as medidas adotadas pelo novo governo do presidente Mauricio Macri, que chegou ao poder em dezembro do ano passado.

Em janeiro, o Fundo deu as boas-vindas à suspensão das restrições ao mercado cambial e ao anúncio das principais diretrizes do marco macroeconômico e da supressão parcial dos subsídios à energia.

Concretamente, Lagarde se referiu à "transparência" nos indicadores econômicos, que pode ajudar a dar certeza sobre a situação econômica na Argentina; e um ponto sobre o qual a instituição e Buenos Aires tiveram grandes atritos durante o governo anterior da presidente Cristina Kirchner.

Após anos de tensões entre Argentina e o FMI, espera-se que na assembleia de abril da instituição se avance rumo ao restabelecimento de relações plenas, incluindo a realização do relatório de revisão anual da economia argentina.

Além disso, Lagarde se mostrou esperançosa pelas novas rodadas de conversas com os fundos especulativos que aconteceram nos últimos dias em Nova York.

"(Conseguir um acordo) seria um elemento muito positivo e permitiria que a Argentina retornasse aos mercados internacionais, algo que foi um freio" ao desenvolvimento econômico, acrescentou a diretora do Fundo.

Nesta semana, o secretário de Finanças da Argentina, Luis Caputo, esteve negociando com estes fundos especulativos, também denominados "fundos abutre", que denunciaram o país sul-americano nos EUA pelos falta de pagamentos de 2001.

Uma decisão do juiz nova-iorquino Thomas Griesa a favor dos fundos que não aceitaram as reestruturações de dívida de 2005 e 2010 mantém congelados os pagamentos da Argentina aos credores com dívida reestruturada, à espera que o país regule seu litígio com os fundos especulativos.

Esta situação levou o país a ingressar em uma "moratória seletiva", que atualmente é o principal impedimento para que a Argentina tenha acesso aos mercados creditícios internacionais.

Segundo disse na semana passada o governo, o total da dívida emoldurada no julgamento era inicialmente de US$ 2,943 bilhões pertencentes à moratória argentina de 2001, mas, com a aplicação das últimas decisões judiciais de Griesa, passou a ser de US$ 9,882 bilhões.

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