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Maduro acusa empresário da alimentação de fazer guerra contra a Venezuela

Caracas, 4 fev (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta quinta-feira que o dono das empresas de alimentos Polar, Lorenzo Mendoza, declarou uma guerra à economia do país e pediu "recomendações contundentes" a seus ministros da área econômica sobre o que fazer com esta suposta ameaça.

"Deixo nas mãos do gabinete econômico o que fazer com a guerra anunciada e declarada por Lorenzo Mendoza neste momento de dificuldade, espero recomendações contundentes", declarou Maduro durante um ato de celebração do 24º aniversário da tentativa golpista dirigida pelo então tenente-coronel Hugo Chávez.

Durante um discurso dirigido a centenas de chavistas, o presidente disse que está ciente de que houve uma reunião de representantes de empresas privadas venezuelanas fora do país, da qual participou Mendoza e "a cúpula da Fedecámaras", principal patronal da Venezuela.

Maduro, que se referiu a Mendoza como "traidor da pátria", "ladrão" e "bandido", pediu que o povo "desmascare" o empresário "nas ruas".

Além disso, agradeceu a "resposta positiva" de muitos empresários que se puseram às ordens do governo para enfrentar a emergência econômica que declarou no começo do ano e afirmou que, por outro lado, os representantes de empresas que mantêm uma "atitude de guerra", terão "guerra" como resposta.

Mendoza disse ontem que todas as empresas do setor alimentício atravessam uma situação crítica de abastecimento de matérias-primas, enquanto o governo beneficia a importação de produtos básicos.

O empresário fez esta afirmação um dia depois de apresentar um plano para sair da grave crise econômica e de escassez de produtos alimentícios que assola a Venezuela, ao mesmo tempo em que esclareceu que a empresa que dirige não recebe "nem um dólar" no marco do controle de câmbio vigente no país desde 2003.

Mendoza reiterou que o monopólio das divisas está nas mãos do governo há 13 anos quando se iniciou o controle de câmbio e que, ao longo desse período, a Polar não pôde adquirir dólares preferenciais necessários para poder manter os baixíssimos preços de seus produtos básicos.

"Os privados temos que produzir a perda, isso não é sustentável, é ridículo", criticou.

Ontem, Mendoza propôs ainda que se reconheça a dívida do Estado venezuelano com os provedores internacionais de matéria-prima e que se inicie o processo de refinanciamento dessa dívida.

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