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Irã e Rússia assinaram acordos comerciais por US$ 40 bilhões

Teerã, 5 fev (EFE).- Irã e Rússia assinaram acordos bilaterais nas últimas semanas no valor de US$ 40 bilhões em campos diversos como energia nuclear, venda de armas de última tecnologia, comércio de petróleo, ferrovias e outras infraestruturas, informaram nesta sexta-feira os meios de comunicação desses países.

O anúncio foi realizado por Ali-Akbar Velayati, o principal conselheiro em temas internacionais do líder supremo, Ali Khamenei, em seu retorno de uma viagem por Moscou onde se reuniu com o presidente russo, Vladimir Putin.

"Os contratos concernem a geração de energia nuclear, a construção dos reatores nucleares de Bushehr, a criação de novas centrais elétricas e redes de ferrovia", afirmou Velayati em declarações recolhidas pelo canal de televisão iraniana "PressTV".

Segundo o conselheiro, todos estes acordos "já estão prontos para entrar em vigor" e o Irã está interessado no financiamento que a Rússia oferece para os mesmos, enquanto outros muitos temas comerciais estão em conversas avançadas.

Assim, entre outros assuntos, Velayati indicou que "o Irã está contemplando seriamente a possibilidade de vender petróleo à companhia Rosneft", assim como a compra de novos sistemas de armas.

"O Irã quer comprar mais armas da Rússia, e Rússia quer responder positivamente a esse pedido", disse Velayati, em referência ao interesse de seu país por comprar sistemas de mísseis S-400.

Estas compras se somariam assim à dos mísseis antiaéreos S-300, cujo contrato entrou em vigor no final do ano passado depois que em abril Putin levantou o veto presidencial ao fornecimento destas armas após o Irã e as grandes potências alcançarem um acordo sobre o programa nuclear iraniano.

Nas últimas semanas, também houve encontros entre especialistas militares de ambos países para negociar a compra de tanques T-90 russos ou inclusive a fabricação no Irã sob licença destas equipes, os blindados mais modernos de fabricação russa.

Irã e Rússia estreitaram seus laços ao longo deste último ano, particularmente por sua aliança para defender ao governo de Bashar al Assad na Síria, aliança que foi expandindo-se também ao campo econômico e comercial.

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