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Philip Morris planeja expandir em 2016 produtos de "risco reduzido"

Diana Marcela Tinjacá

Neuchâtel (Suíça), 8 fev (EFE).- A Philip Morris Internacional (PMI) projeta expandir neste ano a venda do IOQS, o primeiro de seus quatro produtos supostamente menos maléficos que o cigarro tradicional, com a expectativa de que em 5 a 10 anos esta linha constitua 15% de sua pasta, informou a empresa à Agência Efe.

"O desenvolvimento de produtos inovadores que tenham o potencial de reduzir o risco de dano para os fumantes comparados com o consumo de cigarros combustíveis é fundamental para manter e desenvolver nosso negócio a longo prazo", explicou à Efe Jeanne Polles, presidente da PMI para a América Latina e Canadá.

Polles afirmou que por isso a tabacaria espera avançar neste ano em seu "plano de expansão para a Itália, assim como nos lançamentos programados em cidades de outros países", que não detalhou.

O dispositivo eletrônico iQOS, que, segundo a empresa, aquece o tabaco abaixo do ponto de combustão para liberar nicotina e sabor, evitando a "queima" de componentes considerados nocivos, é o primeiro de quatro protótipos que a empresa desenvolveu.

"No final de 2014, lançamos o iQOS nas cidades piloto de Nagoia (Japão) e Milão (Itália). Sem até contar com uma declaração formal de risco reduzido, nossos resultados iniciais foram cumpridos e excederam nossas expectativas. Depois lançamos na Suíça, Lisboa, Bucareste e Moscou e em 2015 começamos a expansão nacional no Japão", afirmou.

"Também temos presença na categoria e-vapor. No Reino Unido, comercializamos cigarros eletrônicos sob as marcas Nicolites e Vivei e na Espanha lançamos a marca Solaris", acrescentou.

Como parte do projeto de expansão, a firma investiu cerca de US$ 670 milhões em uma fábrica perto de Bolonha, na Itália, próxima de ser inaugurada, para fabricar estes produtos, que pesquisa há cerca de dez anos.

Especialistas do sigiloso centro de pesquisa que a empresa possui no cantão suíço de Neuchâtel disseram à Efe que, uma vez em funcionamento a sede de Bolonha, se prevê que a capacidade de produção, somada à da fábrica piloto, chegue a 30 bilhões de unidades anuais.

"Desde 2008, investimos mais de US$ 2 bilhões em pesquisa científica e no desenvolvimento de ditos produtos. Em 2009, abrimos um centro de P&D de vanguarda em Neuchâtel, onde contamos com mais de 430 cientistas", acrescentou Polles.

A base da pesquisa da PMI é que o problema não está na nicotina, mas na "combustão", processo que é gerado ao acender um cigarro.

No caso do IQOS, o dispositivo, em forma de caneta, aquece o tabaco a 250 graus centígrados, ao contrário dos 800 graus de um cigarro convencional, e as unidades que contêm o tabaco, chamadas "HeatSticks", são mais curtas e são feitas com papel e filtro e fumadas como os outros.

"Os efeitos negativos do tabagismo estão presentes sempre que a sociedade pensa em nosso negócio. Para nós, isto se traduz em uma maior responsabilidade com relação a como podemos trazer soluções à mesa", indicou a presidente para a América Latina e Canadá da PMI sobre o futuro da indústria.

"Temos a ambição de transformar de 10% a 15% de nossa pasta atual em produtos de risco reduzido nos próximos 5 a 10 anos. Mas esperamos chegar ainda mais longe. Vemos um futuro onde estas alternativas substituirão os cigarros combustíveis", sustentou.

A Philip Morris, que aspira reinventar seu mercado com este tipo de produtos em meio a regulações cada vez mais estritas, faturou US$ 6,87 bilhões em 2015, 8,3% a menos que no ano anterior.

Por zonas geográficas, as vendas no conjunto do ano caíram na Europa Oriental, África e no Oriente Médio 14,5%, na União Europeia 11,8%, na Ásia 6%, e na América Latina e Canadá 3,6%.

A empresa estima que para 2016 seu lucro será de entre US$ 4,25 e 4,35 por ação.

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