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Barril do Brent fecha em baixa de 3,62%

Londres, 16 fev (EFE).- O barril de petróleo Brent para entrega em abril fechou nesta terça-feira em baixa de 3,62% no mercado de futuros de Londres, cotado a US$ 32,18.

O petróleo do Mar do Norte terminou a sessão no International Exchange Futures (ICE) US$ 1,21 abaixo do valor final da sessão de ontem.

O preço do Brent perdeu na segunda metade da sessão a alta de mais de 6% que chegou a registrar esta manhã, após o anúncio de que três produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia planejam congelar sua produção.

Os preços voltaram a cair à medida que os investidores estudaram o acordo, e alguns analistas reduziram os efeitos que ele poderia produzir em um mercado saturado de oferta.

"O pacto é, em muitos aspectos, um acordo vazio", afirmou Paul Hicking, analista da firma Platts, para quem "a situação não mudou realmente".

Rússia, Arábia Saudita, Venezuela e Catar concordaram em manter estável nos próximos meses o bombeamento que registraram em janeiro, quando tanto a Opep como a Rússia já estavam com níveis recordes de produção.

A Rússia extraiu mês passado cerca de 11 milhões de barris por dia, e a Arábia Saudita produziu 10,2 milhões de barris diários, o Catar 660 mil e a Venezuela 2,35 milhões diários, segundo os dados da empresa de consultoria britânica.

No total, a Opep bombeou em janeiro 32,43 milhões de barris por dia, um nível de produção que contribuiu para a asfixia do mercado e para a brutal queda dos preços, que baixaram 70% em um ano e meio.

"Para mudar a tendência nos preços seria necessária uma grande mudança na produção ou na demanda", explicou Hicking.

Os mercados estão agora atentos aos contatos previstos entre os responsáveis da Opep e representantes do Irã e do Iraque, uma tentativa de ampliar o acordo anunciado hoje.

"Conseguir a cooperação de outros membros estratégicos do cartel, como Irã e Iraque será difícil. O Irã reiterou que não tem a intenção de abandonar seu plano de recuperar sua cota no mercado do petróleo e será complicado para o Iraque possa manter qualquer acordo dada a situação no Curdistão", raciocinou o analista britânico.

O Irã anunciou neste fim de semana que aumentou sua produção em 400 mil barris por dia desde o fim das sanções internacionais e que aspira acrescentar outros 200 mil barris diários no final do trimestre.

"O mercado ainda está inundado de petróleo e não parece que esse desequilíbrio entre a oferta e a demanda vá mudar no curto prazo", explicou o analista.

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