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Maduro anuncia desvalorização do bolívar e aumento de até 6.185% na gasolina

(Atualiza com mais informações).

Caracas, 17 fev (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quarta-feira uma desvalorização da moeda nacional, ao passar o valor do dólar preferencial de 6,3 a 10 bolívares, além de um aumento de mais de um 6.000% na gasolina do país, a mais barata do mundo.

O novo sistema cambial suprime uma das três taxas de câmbio que existiam até agora (a intermediária que estava cotada a 13 bolívares) e incorpora uma taxa de câmbio do "dólar flutuante", segundo o presidente.

Essa taxa de câmbio se baseará em uma "transformação" do atual SIMADI, a cotação oficial mais alta, que atualmente se encontra em cerca de 200 bolívares por dólar.

A desvalorização da taxa de câmbio mais baixa do bolívar - reservada à importação de alimentos, remédios e bens de primeira necessidade - será de 63% ,ao passar de 6,3 a 10 bolívares por dólar.

O novo sistema cambial entrará em vigor a partir da quinta-feira, segundo o presidente.

A última desvalorização do câmbio oficial preferencial do bolívar aconteceu em fevereiro de 2013, quando passou de 4,3 a 6,3 bolívares por dólar.

Maduro antecipou também hoje um aumento do preço da gasolina: a de octanagem 95 aumentará 6.185%, enquanto a de octanagem 91 subirá 1.282%.

"Vamos cobrá-la porque estávamos pagando por ela", afirmou Maduro ao fazer o anúncio e antes de assegurar que se trata de uma "medida necessária".

O presidente venezuelano tinha afirmado há quase um ano que seria precisar aumentar o preço da gasolina, embora a adoção desta medida tenha sido postergada até o momento pelo temor a sua possível repercussão social.

A gasolina de octanagem 95, que até agora custava 0,097 bolívares por litro passará a custar 6 bolívares por litro, enquanto a de octanagem 91, que era comprada por 0,070 bolívares o litro passará a valer 1 bolívar.

Maduro indicou que o novo preço da gasolina pretende garantir "o pagamento do que se investe para produzi-la" assim como o funcionamento da companhia petrolífera estatal PDVSA.

"Gastamos cerca de US$ 1 bilhão em produtos para fazer a gasolina de octanagem 95, poderíamos economizar US$ 800 milhões com o novo sistema de preços que podem ser direcionados alimentos e remédios", disse.

Os novos preços dos combustíveis entrarão em vigor na próxima sexta- feira.

A alta da gasolina é uma medida manejada sempre com especial precaução e cuidado na Venezuela depois que um aumento do combustível, entre outras medidas, provocou a explosão social de 1989 contra o governo de Carlos Andrés Pérez, conhecida como "Caracazo".

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