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Brasil tem pior crescimento da oferta de empregos em 2016 no continente

08/03/2016 20h28

Panamá, 8 mar (EFE).- O Brasil tem a pior expectativa de criação de empregos no continente americano no segundo trimestre deste ano, com -10%, de acordo com uma pesquisa da empresa de recursos humanos Manpower.

Segundo o gerente de Desenvolvimento de Negócios da empresa, Ariel Ayala, o Brasil, no último lugar regional e mundial entre os 42 países e territórios dos cinco continentes que a Manpowe mede, está na lanterna por conta da atual "crise financeira e política", que fez os empresários consultados preverem um corte na oferta de vagas.

A Colômbia, por sua vez, lidera esse ranking com a melhor perspectiva (18%), pois "reflete o otimismo da classe empresarial colombiana sobre o futuro imediato do país, quando se está falando de paz", após um conflito interno de mais de 50 anos.

Dentro da lista de países do continente americano os colombianos são seguidos pela Guatemala, também com 18% de perspectiva de aumento da oferta de empregos, mas que fica no segundo lugar pelo tamanho de sua economia, em seguida aparecem Estados Unidos (16%), Costa Rica (14%), México e Panamá (13%), Peru (9%), Canadá (7%), Argentina (3%) e Brasil (-10%).

Sobre os casos de Guatemala e Costa Rica, que superam o Panamá - o país de maior crescimento econômico na América Latina há uma década - Ayala detalhou que no caso dos guatemaltecos "o otimismo é um reflexo das recentes mudanças políticas, pela saída do presidente Otto Pérez e o início do governo de Jimmy Morales".

Para ele, os costarriquenhos estão "apostando com força no setor de serviços e turismo, dois pilares de sua economia que lhes permite ter boas perspectivas" e considerou que o déficit fiscal da economia desse país não é visto como um problema em curto prazo.

"Não sabemos se para o terceiro trimestre haverá mudanças, mas agora não", disse ele.

Da mesma forma, o México antecede a Panamá no ranking, embora ambos tenham 13% de perspectiva positiva, pelo tamanho relativo de sua economia de mais de 100 milhões de habitantes frente aos 4 milhões de panamenhos.

Sobre o Panamá, Ayala detalhou que a perspectiva dos empregadores panamenhos é que 66% não mexerá em seu quadro de funcionários, 21% aumentará e 8% reduzirá, enquanto 5% não sabe o que irá fazer, o que proporciona 13% positivo de crescimento, um ponto percentual a mais do que no primeiro trimestre de 2016 e quatro pontos a menos que os 17% do segundo trimestre de 2015.

A pesquisa é realizada em nível mundial por mais de 60 mil empresários que não são clientes da Manpower.