Argentina sofre quarto aumento dos preços dos combustíveis em 2016

Buenos Aires, 1 mai (EFE).- O preço dos combustíveis líquidos na Argentina aumentou neste domingo pela quarta vez em 2016, agora em 10%, o que representa uma alta acumulada de mais de 28% no ano.

A medida foi aplicada nos postos de gasolina das principais petrolíferas do país, como YPF, Shell, Oil, Petrobras e Axion Energy, confirmaram à agência estatal de notícias "Télam" fontes do mercado petroleiro, embora o governo argentino ainda não tenha anunciado oficialmente o ajuste.

No caso da YPF, controlada pelo estado, a gasolina comum mais barata do mercado nacional passará de 15,53 pesos (US$ 1) por litro para 17 pesos (US$ 1,17), e postos privados cobrarão a gasolina de menor preço por cerca de 17,50 pesos (US$ 1,20) em média.

O presidente da Federação de Empresas de Combustível da Província de Buenos Aires, Luis Malchiodi, afirmou hoje que "as pessoas deixaram de abastecer devido aos preços" na Argentina, que segundo ele tem combustível "mais caro que em Chile, Brasil e Uruguai".

Em declarações à "Rádio 10", Malchiodi afirmou que esperava que o preço da gasolina diminuísse e criticou que não sabe "ao que está relacionado este aumento", por isso "seria lógico que o ministro (da Economia, Juan José Aranguren) explicasse a medida".

Este aumento se soma aos realizados em janeiro, março e abril deste ano, quando os ajustes foram de 6%.

Em ocasiões anteriores, o governo justificou os aumentos pelo fim das restrições cambiais e pelo aumento do preço do petróleo, mas desta vez ainda não se pronunciou.

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