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Guardas de prisões belgas rejeitam acordo para pôr fim a greve

Bruxelas, 7 mai (EFE).- Os guardas de prisões da Bélgica rejeitaram maciçamente neste sábado o acordo negociado pelos sindicatos com o ministro da Justiça, Koen Geens, para pôr fim à greve, e reivindicam a contratação de mais trabalhadores e o congelamento dos cortes, informaram a agência Belga e a emissora pública francófona "RTBF".

As assembleias gerais das prisões de Tournai, Lantin, Mons, Andenne, Arlon, Marche, St-Hubert, Huy, Paifve e Namur disseram não ao protocolo estipulado na sexta-feira, que previa contratar mais reforços por causa das queixas dos trabalhadores de falta de pessoal e baixos salários.

Outros centros devem se pronunciar na segunda-feira sobre o acordo, embora a RTBF afirme que sua perspectiva é votar contra.

As autoridades belgas acreditavam que se o pacto fosse aprovado, a situação voltaria à normalidade a partir de amanhã, domingo, ou na segunda-feira.

Por exemplo, os agentes de Lantin indicaram que não aceitaram o acordo porque os obrigaria a trabalhar com 10% a menos de pessoal, e argumentaram que cuidam de 580 internos, mesmo com a capacidade limitada a 340 pessoas.

"Trabalhamos com três agentes para cada 80 detidos", explicou um delegado sindical dessa prisão.

A greve de funcionários belgas de prisões começou há 13 dias e mantém os internos em uma situação cada vez mais precária, já que em muitos casos eles ficaram sem acesso às àreas comuns e a roupa limpa.

Um tribunal de primeira instância de Liège decidiu na quinta-feira que o Estado belga terá que pagar 300 euros por dia (cerca de R$ 1.200) e por pessoa a 26 detidos se não garantir a eles uma série de atenções mínimas apesar da greve.

A greve criou casos como o de três pessoas que estavam em prisão preventiva há dois meses na prisão de Nivelles e que foram soltas por não haver agentes disponíveis para levá-los ao juiz, que deveria decidir sobre o prolongamento da detenção, segundo a agência Belga. EFE

rja/cd

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