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Irã está em "condições" de aderir ao plano para congelar produção de petróleo

Teerã, 7 mai (EFE).- O Irã está "em condições" para se unir ao plano internacional de congelar a produção de petróleo para ajudar a estabilizar o mercado, depois de o país ter chegado ao nível de produção desejado após o fim das sanções internacionais, anunciaram fontes oficiais neste sábado.

Segundo informa a agência iraniana Isna, Mohsen Qamsari, o diretor de Assuntos Internacionais da Companhia Nacional Iraniana de Petróleo (NIOC), expressou a vontade de seu país de avançar no plano de congelamento da produção, promovido por países como Rússia e Arábia Saudita, agora que já chegou ao volume de produção e exportação desejado pelo governo.

O próprio ministro iraniano de Petróleo, Bijan Zanghaneh, anunciou hoje durante a 21ª Feira Internacional de Petróleo de Teerã que o país já tinha dobrado sua exportação de petróleo, para em torno de dois milhões de barris diários.

"Durante as sanções o total das exportações de petróleo e gás condensado do Irã era de 1,35 milhão barris ao dia, o que aumentou para 2,4 milhões", disse o ministro.

O diretor do NIOC apontou que agora só resta ao ministro Zanghaneh tomar a decisão de aderir ao plano, o que deve acontecer em breve.

Em abril, 20 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros produtores globais se reuniram em Doha para buscar um acordo para congelar a produção global de petróleo e ajudar a estabilizar os preços.

Essa reunião terminou em fracasso, entre outros motivos pela recusa da Arábia Saudita de deixar o Irã fora do pacto.

A postura oficial iraniana é que apoiaria qualquer plano para recuperar os preços do petróleo, mas que não se somaria até recuperar a fração de mercado prévia à imposição de sanções internacionais ao país, em 2011.

Para o Irã, se somar ao congelamento da produção antes de recuperar sua fração de mercado anterior teria sido como se decidisse se manter voluntariamente igual ao regime de sanções.

Desde que em janeiro o embargo contra o petróleo iraniano foi eliminado, dezenas de empresas, particularmente asiáticas e europeias, foram ao Irã comprar petróleo e restabelecer os laços comerciais.

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