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EUA ampliam condições para que mais trabalhadores recebam por horas extras

(Atualiza com declarações de Obama).

Washington, 17 mai (EFE).- O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira que em breve entrará em vigor uma nova legislação que amplia as condições para que mais de quatro milhões de trabalhadores em todo o país possam dispor de horas extras remuneradas.

Em comunicado, a Casa Branca antecipou os aspectos básicos das novas condições, ainda que estas só sejam apresentadas oficialmente amanhã, e as emoldurou no "esforço" geral do presidente Barack Obama para "fazer crescer e fortalecer" a classe média americana.

"Este é um passo na direção certa para fortalecer e dar segurança à classe média. Quando os empregados têm mais renda, gastam frequentemente em negócios de suas comunidades locais e isso ajuda a que a economia cresça para todo o mundo", comentou Obama.

Concretamente, a nova medida aumenta o salário mínimo acima da quantia que os empregadores estão isentos de pagar horas extras dos atuais US$ 23.660 ao ano para US$ 47.476 anuais, o que significa que qualquer trabalhador que receba esse salário ou menos terá garantido o direito a horas extras remuneradas.

Com estas novas condições, que entrarão em vigor em 1º de dezembro deste ano, o Departamento de Trabalho estima que outros 4,2 milhões de americanos passarão a ter horas extras pagas, o que por sua vez aumentará os salários em um total de US$ 12 bilhões nos próximos 10 anos.

"A cada semana, milhões de americanos trabalham mais de 40 horas semanais, mas não recebem a remuneração por horas extras que ganharam", destacou o governo, que também informou que o salário mínimo fixado na nova legislação será revisado em alta a cada três anos de forma automática.

De acordo com as estatísticas do Departamento de Trabalho dos EUA, durante os últimos 40 anos a porcentagem de trabalhadores a que o governo federal garante as horas extras remuneradas com base nos patamares de salário se reduziu de 62% em 1975 a 7% nos dias de hoje, "apesar de estas proteções serem mais importantes que nunca". EFE

arc/rsd

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