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Suzuki revela que utilizou método irregular para medir consumo de combustível

Tóquio, 18 mai (EFE).- A fabricante japonesa Suzuki admitiu nesta quarta-feira que utilizou um método irregular para medir o gasto de combustível em 16 de seus modelos de veículos, mas que tal prática não afetou as informações finais de eficiência energética dos mesmos.

A revelação foi feita hoje pelo presidente da companhia, Toshihiro Suzuki, em entrevista coletiva convocada no Ministério dos Transportes do Japão, após uma investigação interna, realizada a pedido das autoridades japonesas, por causa do escândalo de manipulação de dados de consumo da também japonesa Mitsubishi Motors.

Ao contrário do caso da Mitsubishi, as irregularidades detectadas pela Suzuki "não afetam as informações de consumo de combustível" com os quais foram comercializados os veículos e não incluem a manipulação de determinados parâmetros nos testes de eficiência energética, afirmou o diretor da empresa.

A Suzuki realizou medições de consumo de combustível que não estavam de acordo com os padrões japoneses sobre resistência aerodinâmica, o que afeta cerca de 2,1 milhões de automóveis comercializados somente no país asiático desde 2010.

"Acreditamos que não houve problemas em outros mercados, já que os automóveis exportados realizam testes segundo as regras exigidas por cada autoridade, por exemplo, na Índia e na União Europeia", destacou Suzuki.

"Consideramos que não houve nenhuma intenção de falsificar os dados", acrescentou o diretor da montadora, que é a quarta maior em número de vendas no Japão.

As irregularidades afetam oito modelos de miniveículos, que possuem motores de tamanho inferior a 660 centímetros cúbicos, e outros oito de automóveis de outro tipo.

Após detectar que os testes de condução de seus veículos não cumpriam com todos os requisitos exigidos pela legislação japonesa, a Suzuki realizou novos testes e comprovou que os dados finais sobre o consumo de combustível e de emissões de gases poluentes não foram alterados.

Por causa do escândalo da Mitsubishi Motors, que manipulou os dados de consumo de combustível de pelo menos 625 mil unidades de seus miniveículos, o governo japonês solicitou a todas as empresas do setor que realizassem investigações internas para detectar possíveis casos similares.

Após a notícia de que a Suzuki apresentaria hoje seu relatório correspondente e que o mesmo poderia conter irregularidades, as ações da empresa chegaram a cair 15% na Bolsa de Tóquio, mas apresentaram uma pequena melhora e fecharam em baixa de 9,36%.

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