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Desaceleração da China afetará mais os países emergentes, avalia Moody's

Pequim, 19 mai (EFE).- A desaceleração da economia da China terá consequências negativas na economia mundial em 2016, especialmente nos países emergentes, afirmou a agência de classificação Moody's em um relatório divulgado nesta quinta-feira (19).

"O enfraquecimento mais pronunciado do que o antecipado da economia chinesa é atualmente um dos maiores riscos para a economia global", avaliou a agência no documento.

A Moody's também prevê que as economias emergentes do G20 crescerão 4,2% em 2016, reduzindo os então 4,4% previstos anteriormente, após uma revisão para baixo das perspectivas sobre o Brasil, México, Argentina e Turquia.

No documento, a agência prevê que a China terá uma expansão menor do que a do ano passado, passando de 6,9% para 6,3% em 2016. Essa desaceleração, segundo a Moody's, pode provocar um efeito em cadeia no crescimento global da economia, criando uma "aversão ao risco" e um aumento do estresse nos mercados.

O governo da China está tomando medidas para manter o crescimento, mas, para o vice-presidente da Moody's, Madhavi Bokil, a fixação de Pequim por chegar em números concretos pode funcionar contra a qualidade dessa expansão obtida pelo país.

Além disso, Bokil ressaltou que a China está mantendo seu crescimento em troca de um aumento do endividamento, o que suscita riscos a longo prazo na economia do país, especialmente no setor bancário.

Por outro lado, a agência de classificação prevê que as economias dos países desenvolvidos que fazem parte do G20 também terão um crescimento menor, passando de 1,9% no ano passado para 1,7% em 2016.

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