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Taxistas argentinos denunciam Uber por formação de quadrilha

Buenos Aires, 20 mai (EFE).- Vários agrupamentos de taxistas argentinos apresentaram uma denúncia penal contra o aplicativo de serviços de transporte Uber por considerar que, por ser ilegal no páis, seus diretores e motoristas cometem um crime de formação de quadrilha, confirmaram nesta sexta-feira à Agência Efe fontes sindicais.

O presidente da Federação Nacional de Proprietários de Táxis, Jorge Celia, afirmou que o procurador Jorge Luis Ballestero aceitou hoje a denúncia apresentada por associações da área da patronal e pelos trabalhadores no último dia 16 de maio perante o juiz federal Luis Zelaya para conseguir não só que os motoristas do serviço sejam multados, mas também "presos".

Segundo antecipou, Ballestero vai começar a investigar para "detectar" estes casos de formação de quadrilha e, de fato, já existem propostas e medidas concretas que serão tomadas, embora ainda estejam "sob segredo de sumário" nesta denúncia penal, que não é a primeira que se apresenta contra o aplicativo.

Apesar de a Justiça ter ordenado no final de abril o fechamento do site e do aplicativo da empresa na Argentina, os sindicatos de taxistas denunciam que o serviço segue funcionando na cidade de Buenos Aires e, portanto, fazendo uma concorrência que consideram não só "desleal", mas "ilegal".

"Existem várias soluções judiciais dizendo que são ilegais", reforçou Celia antes de assegurar que já multaram quase cem veículos, que foram retidos, em alguns casos com até 77.000 pesos (R$ 18.955).

O objetivo da denúncia é que detenham os diretores do Uber, que, segundo Celia, não se apresentam perante a Justiça e, portanto, são considerados "meio foragidos".

Criado em 2009, este aplicativo, que está presente em 400 cidades de 70 países, permite solicitar uma viagem com um motorista particular e pagar com cartão de crédito, além do que as tarifas costumam ser menores que as dos serviços convencionais de táxi.

Sua chegada à Argentina no último dia 12 de abril provocou uma onda de protestos, cortes de ruas e reivindicações por parte dos taxistas.

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