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UE aprova compra da SABMiller por AB InBev, mas apresenta condição

Bruxelas, 24 mai (EFE).- A Comissão Europeia (CE), órgão executivo da União Europeia, deu sinal verde nesta terça-feira à compra da SABMiller, segundo maior grupo cervejeiro do mundo, pela belga-brasileira AB InBev, líder global do setor, com a condição de que os negócios da companhia britânica na Europa sejam vendidos.

"Os europeus compram por ano cerca de 125 bilhões de euros em cerveja, por isso mesmo um pequeno aumento no preço poderia prejudicar consideravelmente os consumidores", disse a comissária europeia de Concorrência, Margrethe Vestager, em comunicado.

Por essa razão, ela afirmou que "era muito importante garantir que a compra pela AB InBev da SABMiller não diminuísse a concorrência nos mercados europeus de cerveja".

A AB InBev fechou em 2015 a compra de sua maior concorrente por 71 bilhões de libras (99,4 bilhões de euros). A União Europeia temia que essa transação, como estava apresentada originalmente, pudesse aumentar os preços da cerveja nos países-membros nos quais a SABMiller está atualmente ativa (Itália, Holanda, Reino Unido, Romênia e Hungria).

Por outro lado, a AB InBev propôs se desfazer de praticamente todos os negócios da SABMiller na Europa para dissipar essas dúvidas.

A AB InBev tem marcas como Corona, Stella Artois e Budweiser, enquanto a SABMiller tem Miller, Peroni, Pilsner Urquell e Grolsch.

A Comissão Europeia lembrou que a fusão dos grupos criará um líder mundial que venderá "o dobro de cerveja e lucrará quatro vezes mais" que a Heineken, atualmente a terceira maior cervejaria do mundo, e "venderá cinco vezes mais cerveja e lucrará 12 vezes mais" que a Carlsberg, a quarta.

Diante dessa preocupação, a AB InBev ofereceu se desfazer de todos os negócio da SABMiller em França, Itália, Holanda e Reino Unido, um pacote de ações pelo qual a companhia já aceitou uma proposta da japonesa Asahi, segundo a CE.

Além disso, a empresa belgo-brasileira propôs vender os negócios da SABMiller em República Tcheca, Hungria, Polônia, Romênia e Eslováquia.

"Em seu conjunto, estes compromissos fazem frente às preocupações da CE sobre concorrência", disse o órgão executivo, que acrescentou que sua decisão de aprovar o acordo "está condicionada pelo total cumprimento dos compromissos".

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