Bolsas

Câmbio

Macri anuncia projeto de lei sobre lavagem de capitais na Argentina

Buenos Aires, 25 mai (EFE).- O presidente da Argentina, Mauricio Macri, confirmou nesta quarta-feira que na próxima sexta-feira será formalizado o anúncio de um projeto de lei com o qual o governo procura instrumentalizar a lavagem de capitais e obter tributos para, principalmente, pagar aos aposentados que nos últimos anos processaram o Estado.

"Estivemos trabalhando muito em equipe. Na sexta-feira vamos fazer uma proposta para terminar com este flagelo ao qual estão submetidos os aposentados que iniciam processos e muitos deles não chegam nem sequer a ver o resultado final", afirmou o presidente argentino à emissora "Radio Nacional".

Macri se refere aos mais de 300.000 processos por reajuste de pensões que existem contra a Administração Nacional da Seguridade Social (Anses), segundo afirma a agência estatal "Télam".

"Queremos terminar com isso, pagar todos os processos pendentes e vamos pedir uma ajuda a todos aqueles que têm. Chegou a hora que venham e paguem o custo de não ter declarado antes", ressaltou Macri, convencido de que isso ajudará a atingir a meta proposta "e várias coisas mais".

A iniciativa, segundo sua opinião, será "um sucesso porque, além disso, se dá em um contexto no qual não param de chegar investimentos ao país".

"A roda começou a se movimentar e o mundo nos estendeu a mão e confia em nós", ressaltou Macri.

A medida procura captar, segundo a "Télam", parte das economias não declaradas que os argentinos têm no exterior, que segundo a organização Tax Justice Network rondaria os US$ 400 bilhões, entre ativos, dinheiro e investimentos imobiliários.

O presidente também se referiu na entrevista ao problema da inflação e a medidas polêmicas tomadas pelo governo nos últimos meses, como os aumentos nas tarifas de serviços públicos.

"Sei que foram meses difíceis para muitos argentinos. Compartilho a dor e as angústias. Abrir a economia foi muito duro, mas nos deixaram uma bomba prestes a explodir que viemos tentando desarmar com o maior cuidado possível", enfatizou o chefe de Estado com relação ao governo anterior, liderado por Cristina Kirchner (2007-2015).

"O segundo semestre vai ser melhor e a inflação cairá drasticamente", assegurou o presidente, que lembrou os últimos grandes investimentos anunciados no país.

"Tivemos que fazer coisas que doem. Sei o quanto custa para chegar no fim do mês, mas acreditem que fiz tudo sempre pensando em que é o melhor para o futuro dos argentinos", ressaltou.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos