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Governadora do Fed ressalta "benefícios" em atrasar a alta de juros nos EUA

Washington, 3 jun (EFE).- A governadora do Federal Reserve (Fed), Lael Brainard apontou nesta sexta-feira que há mais "benefícios em esperar" uma maior informação econômica para a aprovação de uma segunda alta de taxas de juros nos EUA, do que em avançar a curto prazo com o ajuste monetário perante "a atual incerteza".

"No atual contexto, a prudente gestão de riscos faz com que seja mais benéfico esperar dados adicionais para oferecer a confiança de que a atividade doméstica ressurgiu com força e garantias de que os eventos internacionais a curto prazo que não farão afetarão o progresso", sustentou Brainard em uma conferência no centro de estudos "Council on Foreign Relations" em Washington.

Brainard, um dos cinco membros do Fed com voto fixo nas reuniões sobre política monetária, pronunciou essas palavras pouco após a divulgação da taxa de desemprego correspondente a maio, que caiu até 4,7%, mas mostrou uma frágil criação mensal de emprego de apenas 38 mil.

Trata-se do ritmo mensal mais baixo de geração de emprego em cinco anos.

Neste sentido, a governadora indicou que o relatório de hoje "sugere que o mercado de trabalho se desacelerou", ao ressaltar que o emprego involuntário em tempo parcial aumentou e a taxa de participação na força de trabalho caiu.

Por isso, a governadora insistiu que "as grandes incertezas a curto prazo", entre as quais citou a possível saída do Reino Unido da União Europeia (UE), cujo referendo será realizado em 23 de junho, e os dados "mistos" do segundo trimestre apontam "para uma vantagem em aguardar até que os eventos deem mais confiança".

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, em inglês) do Fed, que dirige a política monetária nos EUA, tem prevista uma nova reunião entre 14 e 15 de junho.

Nas últimas semanas, membros do Banco Central americano, entre eles sua presidente, Janet Yellen, tinham insinuado que se a recuperação econômica continuasse, seria apropriada uma nova alta das taxas de juros, atualmente entre 0,25% e 0,50%.

No entanto, o surpreendente dado de desemprego de hoje parece ter aumentado a probabilidade de que este ajuste será postergado.

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