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São Paulo é a primeira 'casa de startups' do Google na América Latina

São Paulo, 7 jun (EFE).- O Google apresentou nesta terça-feira o Campus São Paulo, seu primeiro espaço dedicado ao empreendedorismo e ao "ecossistema das startups" na América Latina e o sexto no mundo - nem mesmo os Estados Unidos, onde fica a sede da empresa, conta com um.

Cerca de 50 startups serão selecionadas pelo próprio Google no próximo mês para iniciar o desenvolvimento, conexão e criação de empresas inovadoras e de alto impacto, que começa a funcionar oficialmente a partir do próximo dia 13.

"A capital paulista foi escolhida justamente por ser um ambiente estimulante e referência como principal ecossistema de realização de negócios", afirmou à Agência Efe o diretor do Campus São Paulo, André Barrence.

Para o diretor, São Paulo é o principal "celeiro" de startups da América Latina e o Brasil é um "grande playground para empreendedores", o que caracteriza a aposta da empresa de tecnologia em investir no país mesmo em momento de transição econômica, o que para a organização é tempo de oportunidade.

"Existe um protagonismo brasileiro no cenário latino-americano (de startups) e São Paulo uma cidade referência no contexto global", reforçou Barrence que considera o Brasil como um espaço vibrante e crescente.

O prédio na zona sul da capital paulista, novo endereço do Google no continente latino-americano, foi escolhido por ter o selo mais alto de sustentabilidade, uma das preocupações do Google para estruturar 2600 m².

Com a intenção de impulsionar e "abrigar" empresas emergentes - jovens e maduras -, o Campus São Paulo está configurado em quatro andares criativos com salas integradas, espaço para jogos, coworking e café para integração dos residentes e visitantes.

Em parte do espaço, startups serão alocadas para desenvolverem ideias inovadoras, disruptivas e de impacto social bem como terem contato com mentores e especialistas do programa Google Entrepreneurs, com oportunidades de intercâmbios globais e imersão no Vale do Silício, berço da alta tecnologia.

O espaço de trabalho não tem custo para as empresas que serão "residentes" durante seis meses, duração mínima do programa, e, em troca, elas oferecem engajamento em comunidade e auxílio para outrso empreendedores das futuras rodadas de seleção.

Além das startups selecionadas pelo Google, o espaço também abrigará o programa de aceleração de empresas emergentes Google Launchpad e uma parceria com uma aceleradora externa, a Startupfarm, que escolhe projetos para ajudar a desenvolver.

Sendo o sexto Campus no Mundo, a estrutura brasileira já conta com 7 mil membros inscritos. O primeiro Campus, em Londres, tem 60 mil acumulados desde 2012.

De acordo com Barrence, o Campus de Londres e Madri são exemplos para o trabalho que será desenvolvido na América Latina a partir de São Paulo, como aproveitar os setores quentes do mercado e as características regionais para desenvolver inovação.

"O Campus de Madri é muito interessante, pois consegue atrair novas empresas para aproximá-las das startups, conseguindo impulsionar os investimentos por parte dessas empresas e isso pode acontecer no Brasil", disse.

A expectativa é de que o Programa de Residentes dê vida a ideias elaboradas por brasileiros e que em poucos anos empreendedores latino-americanos se unam ao projeto.

"A ideia é que as próximas rodadas de seleção sejam abertas para projetos fora do Brasil", informou Barrence.

Com esta meta em vista, o diretor acredita que São Paulo vai passar da posição de 12ª colocada no ranking de cidades de ecossistema digital no mundo, segundo os dados da Startup Genome, para a 5ª posição.

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