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Polônia deixa de aceitar trabalhadores norte-coreanos, segundo Seul

Seul, 8 jun (EFE).- A Polônia deixou de aceitar trabalhadores da Coreia do Norte como resposta à pressão de organizações de direitos humanos e ao último teste nuclear do regime de Kim Jong-un, garantiu nesta quarta-feira o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul.

"O governo da Polônia decidiu, no começo deste ano, a cancelar a emissão de novos vistos para trabalhadores norte-coreanos", confirmou à Agência Efe uma representante das Relações Exteriores em Seul.

O país europeu, no qual acredita-se que trabalham várias centenas de norte-coreanos, também não está renovando seus vistos quando estes terminam, segundo a funcionária.

A fonte especificou que a Polônia deixou de aceitar novos empregados no começo do ano, precisamente depois que em janeiro Pyongyang realizou seu quarto teste nuclear.

Embora não tenha explicado os motivos exatos do governo polonês, a fonte destacou que o problema dos trabalhadores norte-coreanos no exterior "tomou relevância internacional", principalmente pelas contínuas campanhas de organizações internacionais de direitos humanos.

Polônia e República Tcheca são os únicos países europeus nos quais trabalham empregados norte-coreanos, segundo dados do instituto Assam de Seul.

Entre 50 mil e 200 mil norte-coreanos (as estimativas variam segundo as fontes) realizam diversos trabalhos manuais em dezenas de países, a maioria deles na China e Rússia.

Geralmente estes trabalhadores realizam longas jornadas de trabalho, quase não têm dias de descanso e a maior parte de seus salários vai parar diretamente no bolso do regime de Kim Jong-un, segundo denunciam organizações como Human Rights Watch (HRW) ou NK Watch.

O governo da Coreia do Sul destacou na quarta-feira que são vários os países no mundo todo que começaram a tomar medidas para atalhar este problema, especialmente desde que em março o Conselho de Segurança da ONU impôs à Pyongyang duras sanções econômicas em resposta a seus testes nuclear e de mísseis.

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