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Dow Jones e S&P 500 fecham em alta e registram novos recordes

Nova York, 12 jul (EFE).- O pregão em Wall Street terminou nesta terça-feira com novos recordes históricos no Dow Jones Industrial e no seletivo S&P 500, os dois principais indicadores do mercado, em um dia marcado pelo forte aumento nos preços do petróleo.

Ao final do pregão, o Dow Jones somou 120,74 pontos (0,66%), para 18.347,67. Já o S&P 500 avançou 0,7%, até 2.152,14.

A marca histórica atingida hoje pelo Dow Jones supera o recorde de 18.312,39 alcançado em 19 de maio do ano passado, enquanto no caso do S&P é o segundo recorde consecutivo que atinge.

Por sua parte, o índice composto da Nasdaq acabou o dia com uma alta de 0,69%, até 5.022,82 pontos.

O Nasdaq, embora ainda esteja a cerca de 200 pontos da marca histórica que alcançou em julho do ano passado, fechou hoje acima dos 5.000 pontos pela primeira vez neste ano, uma barreira psicológica que tinha perdido justamente no primeiro pregão de 2016.

Embora a alta de hoje tenha sido influenciada por vários fatores, desde o começo do pregão os analistas concordaram que este estava impulsionado pelo aumento nos preços internacionais do petróleo.

No caso do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve), de referência nos Estados Unidos, terminou com um avanço de 4,56%, até US$ 46,80 o barril, como reação a vários dados que antecipam um aumento no consumo de petróleo para o próximo ano.

Isso gerou uma alta no setor energético de Wall Street, que liderou as altas setoriais, com um avanço de 2,37%.

Além disso, os operadores receberam com bom ânimo os resultados apresentados no final do pregão de ontem pela empresa de metais leves Alcoa, que costuma abrir extraoficialmente o período trimestral de divulgação dos resultados trimestrais.

Uma data-chave nesse sentido será a próxima quinta-feira, quando serão divulgados os resultados do principal grupo bancário americano, JP Morgan Chase.

Unido a isso, o mercado reagiu bem à confirmação de Theresa May como líder do Partido Conservador do Reino Unido para assumir as rédeas do governo britânico, o que permite superar a crise aberta após a renúncia de David Cameron depois do plebiscito de 23 de junho.

Além disso, Wall Street seguia vendo com bons olhos o anúncio em Tóquio de novas medidas de estímulo econômico no Japão após as últimas eleições parlamentares, vencidas pela coalizão governante liderada por Shinzo Abe.

Por setores, apenas um terminou em vermelho, o das empresas de serviços públicos, que cedeu 0,79%. Depois do energético, os setores que mais avançaram foram os de materiais básicos (1,6%) e o financeiro (1,48%).

Dos 30 componentes do Dow Jones, o que mais subiu foi o Goldman Sachs (3,11%), na frente da Dupont (2,65%) e da Caterpillar (2,57%).

Apesar da jornada de lucros, dentro do Dow Jones sete empresas terminaram o dia com números negativos, puxadas pelo Wal-Mart (-1,07%), que foi seguido por Boeing (-0,93%) e Verizon (-0,82%).

No horário de fechamento em Wall Street, a onça do ouro caía para US$ 1.334,30, e a rentabilidade da dívida pública a 10 anos subia para 1,5048%.

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