Fenômeno Pokémon Go chega ao Japão em estreia oficial na Ásia

María Roldán.

Tóquio, 22 jul (EFE).- Após se transformar em uma febre global, o jogo Pokémon Go chegou nesta sexta-feira ao Japão, o que representa a entrada do aplicativo na Ásia e no país que deu origem à famosa franquia há duas décadas.

A expectativa era enorme e mostra disso foram as mais de 3 milhões de mensagens em japonês enviadas hoje no Twitter relativas ao Pokémon Go, com os jogadores compartilhando experiências e fotos.

As criaturas, originalmente criadas pela desenvolvedora japonesa Game Freak, há 20 anos invadiram hoje as ruas e praças de Tóquio, incluindo edifícios históricos como o da Bolsa de Valores e do parlamento, onde as pessoas se aproximavam para capturá-los.

Os fãs do país esperavam a chegada do jogo no início da semana, depois do anúncio de um acordo entre o McDonald's Japão e a Nintendo para transformar as lojas da rede de fast food em ginásios pokémon.

As ações da subsidiária japonesa do McDonald's, que publicou hoje detalhes do pacto, subiram 4% na Bolsa de Tóquio, apesar de ter chegado a avançar quase 10% após o anúncio do lançamento do jogo.

As 2.900 lojas do McDonald's no Japão serão ginásios ou pokéstops, onde os jogadores podem duelar com outros usuários ou comprar itens necessários para avançar no jogo.

Apesar de o lançamento estar inicialmente planejado para a quarta-feira, as empresas envolvidas no projeto (Niantic, Nintendo e Pokémon Company) decidiram adiar a estreia no Japão alegando uma falta de servidores para suportar a entrada dos novos usuários do país, onde a franquia conta com um grande número de fãs.

Desde sua estreia no dia 6 de julho nos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia, o jogo foi baixado mais de 30 milhões de vezes. No primeiro dia, Pokémon Go foi avaliado positivamente por 1,3 milhões de usuários no Google Play, loja de aplicativos do sistema Android, e se tornou o aplicativo mais popular na App Store, da Apple.

Pokémon, que usa tecnologia de geolocalização GPS e incentiva que os jogadores busquem pokémons no mundo real, representando uma revolução na indústria dos jogos de realidade aumentada, mas no âmbito social no mundo todo, incluindo no Japão.

Por isso, as autoridades lançaram uma campanha para conscientizar sobre o uso seguro do jogo diante da onda de lesões, acidentes e inclusive roubos reportados usando o aplicativo em nível global.

O porta-voz do governo do Japão, Yoshihide Suga, chegou a dar uma entrevista hoje sobre a chegada de Pokémon Go e admitiu que ele próprio não iria jogá-lo, mas pediu aos fãs japoneses que não "entrem em regiões perigosas".

O Japão foi o país de estreia do Pokémon Go na Ásia, mas não se sabe quando o jogo estará disponível em outros países. Também parece improvável que o aplicativo seja lançado na China.

A imprensa chinesa expressou inquietação pelos problemas de segurança e espionagem que Pokémon Go pode causar. Além disso, reiteraram a recente proibição do uso do inglês em jogos publicados no país, e criticaram a necessidade de ter uma conta do Google, bloqueado no território da China, para ter acesso ao aplicativo.

Para "substituir" o Pokémon Go, uma empresa local desenvolveu o "City Spirit Go", aplicativo atualmente mais baixado pelos usuários chineses na loja virtual da Apple, e de dinâmica similar ao jogo.

O fenômeno Pokémon Go também despertou resistência em outros países asiáticos. A Indonésia, por exemplo, proibiu membros da Polícia, das Forças Armadas e servidores do palácio presidencial em Jacarta de jogarem o jogo durante as horas de serviço.

Apesar de o aplicativo não ter estreado oficialmente na Indonésia, assim como em outros países da região, como a Coreia do Sul, as pessoas estão buscando alternativas para baixar o jogo. Uma delas é mudar a região da loja digital vinculada à conta do usuário para um país no qual o aplicativo esteja disponível.

Além de um sucesso social, Pokémon Go revolucionou as contas da Nintendo. A companhia japonesa de videogames duplicou seu valor na Bolsa em apenas duas semanas, atingindo números recordes.

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