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Baixas temperaturas deixam mais de 90.000 pessoas sem luz em Buenos Aires

Buenos Aires, 26 jul (EFE).- Mais de 90.000 pessoas estão sem luz nesta terça-feira na cidade de Buenos Aires e seus arredores devido às baixas temperaturas do inverno e à grande demanda por energia elétrica nos lares, assim como pela queda de postes, o que tem provocado protestos dos cidadãos.

"A razão é sempre a mesma. O excessivo consumo nesta época, quando faz muito frio durante muitos dias e as redes se ressentem, porque as pessoas usam eletricidade não só para a iluminação, mas também para a calefação", disseram à Agência Efe fontes da empresa Edesur que, junto com a Edenor, fornecem energia elétrica a Buenos Aires e seus arredores.

Por volta das 20h (horário local, mesmo de Brasília), 59.318 usuários de Edesur e 32.318 de Edenor permaneciam sem luz, segundo informava o site do Ente Nacional Regulador de Eletricidade (ENRE).

Algumas áreas da periferia também se viram afetadas pelo vento e pela chuva registrados na capital ontem e hoje, o que provocou a queda de muitos postes.

Fontes da Edesur acrescentaram que já há áreas nas quais se restabeleceu o serviço e reforçaram que neste momento trabalham para que ocorra o mesmo com o resto da cidade.

Estes problemas fizeram com que moradores do bairro de Caballito interrompessem nesta noite o trânsito para protestar contra os reiterados cortes que sofrem há dias.

A Edesur explicou à Efe que já enviou um caminhão com um gerador elétrico para aliviar a situação.

A Argentina se encontra em emergência elétrica até 2017, declarada pelo ministro da área, Juan José Aranguren, em dezembro do ano passado.

Da mesma forma que as baixas temperaturas invernais, durante o verão, as altas também provocam problemas.

Por isso, no último mês de fevereiro milhares de usuários da capital argentina e seus arredores se viram afetados por diversos blecautes maciços e prolongados que em alguns casos duraram uma semana, devido às fortes temperaturas.

Também nesse mês as tarifas de luz elétrica aumentaram até em 600%, e desde então se esperam mais investimentos no setor para prevenir os cortes devido a picos de demanda.

O governo defende o ajuste tarifário na eletricidade e no gás por considerá-lo necessário para garantir a sustentabilidade energética após os 12 anos de kirchnerismo (2003-2015) que o novo Executivo, liderado por Mauricio Macri, considera ter errado com suas políticas na matéria.

No entanto, nos últimos meses, Macri reiterou a necessidade de que os argentinos sejam "mais austeros" no consumo de energia.

"Não temos suficiente quantidade de energia, não podemos importar mais e estamos consumindo muita mais energia que a maioria dos países do mundo por pessoa", disse o governante em discurso no último dia 12 de julho.

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